O novo ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Odair Cunha, reuniu familiares, aliados políticos e autoridades mineiras em uma celebração na Fazenda Churrascada Brasília, nesta 4ª feira (20.mai.2026), depois da cerimônia oficial de posse no cargo. O evento contou com espaço reservado para a cúpula do PT e show de música sertaneja.
A confraternização começou por volta das 19h, na Fazenda Churrascada Brasília, localizada no Setor de Clubes Esportivos Sul, a cerca de 6 minutos de carro da sede da Corte de Contas. Logo na entrada, o ministro recepcionava os convidados pessoalmente e tirava fotos com amigos e aliados políticos.
A festa foi dividida entre uma área VIP, reservada à família e a integrantes da direção petista, e um espaço mais amplo, destinado a convidados de diferentes regiões de Minas Gerais. Entre os presentes na área reservada estavam a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), José Paulo Cunha (PT), ex-presidente da Câmara, e o presidente do MDB, Isnaldo Bulhões.
No salão principal, circularam prefeitos, vereadores e apoiadores vindos de diversas cidades mineiras, incluindo Boa Esperança, município natal de Odair Cunha. Os convidados receberam comandas individuais para pedir petiscos e carnes da casa, enquanto o chope foi servido gratuitamente ao longo de toda a noite.
A trilha sonora da comemoração ficou por conta da cantora sertaneja Tay Gomes, responsável pelo show da noite. Apesar do clima descontraído da música ao vivo, a maior parte dos convidados preferiu se dedicar à tradicional “prosa mineira”, em longas conversas sobre os bastidores da política estadual —das articulações para a Câmara dos Deputados até a disputa pelo governo de Minas em 2026.
Além dos elogios ao ministro recém-empossado, que seria resultado do esforço do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o principal tema das rodas de conversa era o futuro político do senador Rodrigo Pacheco (PSB).
Nos bastidores, petistas comentavam o desconforto causado pela declaração do presidente nacional do PT, Edinho Silva, sobre uma possível desistência de Pacheco da disputa pelo governo de Minas Gerais. Integrantes do partido afirmam que a fala surpreendeu dirigentes mineiros e ocorreu sem alinhamento prévio com lideranças locais.
Apesar da resistência de parte do PT em abandonar a hipótese de candidatura de Pacheco antes de uma manifestação pública do senador ou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a legenda já começou a discutir alternativas para a corrida estadual.
Entre os nomes mencionados nos bastidores estão Alexandre Kalil (PDT), Josué Gomes da Silva (PSB) e Gabriel Azevedo (MDB). Uma ala do partido defende que Lula conduza a definição do palanque mineiro com cautela, avaliando inclusive o apoio a um nome de fora do PT em um Estado considerado estratégico para a disputa presidencial de 2026.
