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Lula amplia responsabilidade de plataformas por conteúdos criminosos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Lula amplia responsabilidade de plataformas por conteúdos criminosos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta 4ª feira (20.mai.2026) um decreto que altera a regulamentação do Marco Civil da Internet e amplia a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos criminosos. A medida estabelece atuação preventiva contra fraudes, violência online e exploração sexual, além de reforçar a fiscalização da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) sobre as empresas.

As medidas foram anunciadas durante cerimônia em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto. A principal novidade foi o decreto sobre proteção da mulher no ambiente digital. Ele regulamenta o Marco Civil da Internet. Segundo o governo, a mudança incorpora entendimentos recentes do STF sobre a responsabilidade das plataformas digitais.

A nova regra determina que empresas atuem de forma “proativa e proporcional” para impedir circulação massiva de conteúdos criminosos.

As plataformas deverão criar canais oficiais para denúncias, análise de conteúdos e possibilidade de contestação por usuários afetados.

O texto também obriga empresas a guardar dados de anunciantes por 1 ano para auxiliar investigações de fraudes e golpes digitais.

Segundo o governo, plataformas poderão ser responsabilizadas em casos de falhas recorrentes na prevenção de conteúdos criminosos impulsionados por publicidade paga.

O decreto cita crimes como:

  • exploração sexual infantil;
  • tráfico de pessoas;
  • terrorismo;
  • incentivo à automutilação;
  • violência contra mulheres.

A fiscalização ficará sob responsabilidade da ANPD. O órgão deverá avaliar a atuação sistêmica das plataformas, sem interferir em conteúdos isolados.

Empresas estrangeiras que operam no Brasil também terão de manter representante legal no país.

As novas regras não se aplicam a serviços de mensagens privadas, e-mail e videoconferência, em razão do sigilo das comunicações previsto na Constituição.

Veja o que muda com as novas regras de Lula para big techs:

A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e reuniu representantes dos três Poderes. Estiveram presentes o presidente da Câmara, Hugo Motta, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, ministros do governo e integrantes do Judiciário.

Durante o discurso, Lula afirmou que a violência digital contra mulheres não pode ser tratada como um problema “normal” da internet e questionou o papel da família e da educação na formação de jovens envolvidos em ataques online.

A primeira-dama Janja Lula da Silva também mencionou o crescimento da chamada “machosfera” e de conteúdos ligados ao movimento red pill nas redes sociais.

O governo afirma que as medidas foram elaboradas depois de decisão recente do STF que ampliou hipóteses de responsabilização de plataformas digitais no Brasil.

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