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Infra em 1 Minuto: o papel das térmicas na segurança do sistema elétrico

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Infra em 1 Minuto: o papel das térmicas na segurança do sistema elétrico

O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança neste sábado (16.mai.2026) mais um episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em óleo e gás, Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa o papel das usinas termelétricas na segurança do fornecimento de energia no Brasil e o peso dos subsídios a fontes renováveis na conta de luz.

O programa é publicado toda semana no canal do Poder360 no YouTube. Inscreva-se aqui e ative as notificações.

Assista (1min46s):

De acordo com o especialista, a narrativa de que as termelétricas são as grandes “vilãs” da conta de energia não reflete a realidade da composição tarifária. Ele explica que o horário de pico de consumo no país, por volta das 19h, quando milhões de brasileiros chegam em casa e ligam o chuveiro, coincide com o pôr do sol, momento em que a geração solar cai.

Com a alta demanda e sem sol ou ventos suficientes, o fornecimento de energia passa a depender de fontes que funcionam em qualquer condição e podem ser acionadas rapidamente. “Isso se chama termoelétrica”, diz.

Para Rodrigues, grande parte do peso na conta de luz vem de encargos setoriais cobrados do consumidor. O especialista destaca a linha da tarifa chamada CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Essa linha custará R$ 52 bilhões aos brasileiros em 2026. Desse valor, cerca de R$ 20 bilhões são destinados para subsidiar a instalação de painéis solares e usinas eólicas.

“Faz a conta. Quem te cobra esses 20 bilhões de reais em subsídio é a fonte renovável. Quem garante que você não fica no escuro às sete da noite é a térmica”, afirmou o sócio do CBIE.

A discussão ganha força com o recente LRCap (Leilão de Reserva de Capacidade), realizado pelo governo em 18 março de 2026. O certame focou na contratação de termelétricas movidas a gás natural e carvão para promover a estabilidade do sistema.

O leilão, no entanto, tornou-se alvo de questionamentos no TCU (Tribunal de Contas da União), no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e no MPF (Ministério Público Federal). O certame foi pressionado pelas críticas do setor de renováveis em relação aos custos a longo prazo e à exclusão de sistemas de armazenamento por baterias no edital.

Sobre as baterias, o especialista cita a limitação do equipamento em momentos de necessidade do sistema: “Bateria não fabrica energia, só guarda o que outra fonte gerou antes”.

Leia os posts sobre os outros episódios do programa Infra em 1 minuto:

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