O deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP) lançou nesta 6ª feira (15.mai.2026), em Campinas (SP), sua pré-campanha ao Senado Federal. O evento foi marcado pela defesa da formação de uma maioria conservadora no Congresso.
Embora tenha reunido aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em meio à repercussão das conversas entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O encontro evitou aprofundar o tema e concentrou os discursos na estratégia da direita para as eleições de 2026.
Em sua fala, Derrite afirmou que a prioridade do grupo político é ampliar a presença conservadora no Senado para influenciar diretamente os rumos da Casa nos próximos anos.
“Temos a oportunidade de fazer a maioria do Senado para eleger um presidente conservador de direita”, declarou.
Derrite também direcionou parte do discurso à segurança pública e comparou a atuação do PCC ao terrorismo internacional. A declaração se dá em um momento em que o avanço do crime organizado voltou ao centro do debate político, inclusive depois da conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre cooperação no combate às facções criminosas.
O ex-secretário também associou o avanço do crime organizado ao cenário político nacional e defendeu uma atuação mais rígida contra facções criminosas. “Só tem uma maneira de frear o avanço do crime organizado no Brasil: com maioria no Senado, maioria na Câmara e coragem para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas”, afirmou.
Além de Flávio Bolsonaro, o evento contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja participação não constava oficialmente na agenda pública, e do senador Sérgio Moro (PL-PR).
Durante o ato, Moro saiu em defesa de Flávio e criticou adversários políticos. “Podem tentar inverter, mas o escândalo do Master é do PT”, afirmou o senador.
O PL buscou demonstrar unidade entre líderes da direita e reforçar a narrativa de fortalecimento de uma bancada conservadora no Senado, evitando transformar o encontro em um ato de reação direta ao envolvimento de Vorcaro no filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
