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Depois de mínima, risco Brasil volta a subir sob Lula

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Depois de mínima, risco Brasil volta a subir sob Lula

O risco Brasil voltou a subir nos últimos dias, depois de registrar o menor nível do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na 6ª feira (15.mai.2026), bateu 121 pontos.

Uma semana antes (8.mai), o CDS (Credit Default Swap) de 5 anos atingiu 116 pontos, menor patamar desde fevereiro de 2020.

A nova alta observada depois da mínima indica que o mercado segue sensível ao cenário fiscal doméstico, às condições financeiras internacionais e ao quadro eleitoral.

A mínima de 116 pontos representou o melhor resultado do atual mandato de Lula e também o menor nível desde o período anterior à pandemia de covid-19, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Há um ano, em 15 de maio de 2025, o indicador estava em 165 pontos.

No governo Bolsonaro, o menor patamar do risco Brasil foi registrado em fevereiro de 2020, quando o CDS atingiu 93 pontos. Depois disso, houve forte deterioração causada pela pandemia, com aumento da aversão global ao risco e saída de capital de países emergentes.

Já no atual governo, o pico do indicador foi registrado em março de 2023, quando o CDS se aproximou de 280 pontos em meio a dúvidas do mercado sobre o compromisso fiscal do governo e ao estresse bancário internacional provocado pela quebra do Silicon Valley Bank, nos Estados Unidos.

O QUE É O RISCO BRASIL

O indicador é acompanhado pelo mercado financeiro para medir a percepção de risco sobre a dívida soberana brasileira e influencia o custo de financiamento do país.

O CDS funciona como um seguro contra calote da dívida pública. Quanto maior o indicador, maior o prêmio exigido por investidores para aplicar recursos no Brasil. Quando o índice recua, o mercado tende a interpretar melhora na confiança sobre a economia, estabilidade institucional e trajetória das contas públicas.

O indicador é expresso em pontos-base —cada 100 pontos-base equivalem a 1 ponto percentual a mais de juros em relação aos EUA. No Brasil, uma das principais métricas é o EMBI+ Brasil,, calculado pelo J.P. Morgan.

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