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“Boom” de canetas emagrecedoras favorece produtor de grãos, diz Aprosoja

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O fenômeno das canetas emagrecedoras é positivo para a cadeia de produção de proteínas do Brasil, avalia o diretor executivo da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), , em entrevista ao Poder360

A associação monitora as mudanças de comportamento alimentar da população depois da popularização do uso de medicamentos injetáveis que diminuem o apetite, como Ozempic e Wegovy. 

Segundo o dirigente, segmentos do agronegócio já detectam redução no consumo de açúcar, produtos ultraprocessados e carboidratos entre os brasileiros. Em contrapartida, o setor percebeu um aumento do consumo de proteínas, o que favorece diretamente os produtores de milho e soja, grãos que compõem a base da alimentação usada na criação de bovinos, aves e galinhas. 

“Para nós é excelente. Eu sou a base da produção de proteína. Meu produtor produz soja e milho na 2ª safra. Nós abastecemos o mercado de ração para produção de carne, leite e ovo. Então para mim está bom, eu não estou preocupado com isso”, disse Fabrício. 

O executivo avalia que as mudanças no estilo de vida dos brasileiros, com a popularização de dietas e exercícios, apenas favorecem o setor: “Para nossa sorte, para nossa cadeia, proteínas continuam sendo a principal demanda dessa população que está mudando os seus hábitos”.

custo das canetas

Para o diretor da Aprosoja, a tendência é que a procura por carboidratos caia cada vez mais à medida que as canetas emagrecedoras ficarem mais baratas no país. A associação projeta que a queda da patente da semaglutida, substância usada em medicamentos como o Ozempic e Wegovy, abra espaço para versões mais acessíveis no mercado nacional. 

“As grandes redes já estão sentindo a queda no consumo desses alimentos, à medida que for caindo a patente e ficando mais barato, principalmente no Brasil. Hoje é de R$ 800 a R$ 1.000 uma dose de um produto desse. Caindo a patente esse ano, vai baixar para R$ 200, R$ 300. Então, a população em geral vai ter acesso e isso vai ter um impacto um pouco mais forte no Brasil”, afirma Rosa.

A patente brasileira da substância das canetas emagrecedoras caiu em 20 de março. A exclusividade da semaglutida estava com a Novo Nordisk, produtora do Ozempic, há 20 anos. 

Há pelo menos 17 pedidos de empresas nacionais que aguardam análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A entidade deve aprovar a nova patente até junho. 

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