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Alvo da PF, Castro diz estar “convicto de sua lisura”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) afirmou nesta 6ª feira (15.mai.2026) ter sido surpreendida com a operação Sem Refino, da PF (Polícia Federal), que investiga a atuação de um conglomerado do ramo de combustíveis suspeito de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve seu celular e tablet apreendidos na operação, segundo o portal g1.

Em nota, a defesa afirmou que o ex-governador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e está “convicto de sua lisura“. Segundo os advogados de Castro, os procedimentos de sua gestão cumpriram critérios técnicos e legais, inclusive na política de incentivos fiscais do Estado.

A empresa investigada é a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). O dono da companhia, Ricardo Magro, também foi alvo da operação desta 6ª feira e teve a sua prisão preventiva decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A PF solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, um alerta usado para localizar e pedir a prisão de foragidos.

A defesa de Castro declarou que sua gestão foi a única a conseguir negociar que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o Rio, em parcelas que somam quase R$ 1 bilhão. Para os advogados, o fato reforça a “postura isenta e institucional” do político. O pagamento das parcelas foi suspenso por decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado”, afirmaram os advogados do ex-governador.

INVESTIGAÇÃO CONTRA CASTRO

Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no condomínio onde mora o ex-governador, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A ordem foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Castro acompanhou as buscas. 

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 7 medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. A PF apura possíveis fraudes fiscais e ocultação patrimonial vinculadas ao grupo. 

Guaraci Vianna, desembargador do TJ-RJ afastado desde março, e Renan Saad, ex-procurador do Estado do Rio de Janeiro, também foram alvos da operação. No total, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades das empresas investigadas.

Leia a nota da defesa de Castro na íntegra

“A defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura.”

“Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes.”

“É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, a gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão.”

“Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento.”

“Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado”.


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