O deputado estadual Major Araújo (PL-GO) afirmou durante sessão na Alego (Assembleia Legislativa de Goiás) na 3ª feira (12.mai.2026) que pediu à mesa diretora da Casa para portar uma arma de fogo no Plenário. O pedido foi feito 5 dias depois de Araújo ter protagonizado uma briga com o deputado estadual Amauri Ribeiro, também no PL, que terminou em ameaças de morte.
“Eu estou apresentando um requerimento para que a mesa diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas. Se me encostarem a mão aqui, eu tenho que exercer meu direito da legítima defesa”, disse Araújo durante a sessão.
O presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), negou o pedido. Segundo ele, não é permitido o porte de armas por congressistas na Casa. “Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo. Isso está proibido e não é admissível”, disse.
SEQUENCIA DE DISCUSSÕES
A sequência de conflitos entre os deputados começou há cerca de 2 semanas. Em 30 de abril, Ribeiro questionou o senador Wilder Morais (PL-GO) sobre a ausência na sabatina do ministro Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), o que classificou como uma “vergonha”.
Na sessão seguinte, Major Araújo saiu em defesa do senador e criticou Ribeiro, dizendo que ele tentava “manchar o nome de quem está dirigindo o partido”, além de chamá-lo de “personagem da direita trans”. Também afirmou: “Ou fica no PL, e se comporta como direita de verdade, ou sai”.
Em 7 de maio, novas discussões ocorreram no plenário. Araújo acusou Amauri de “conspirar contra porque está sendo bem pago”. A sessão foi encerrada após troca de xingamentos. Com os microfones desligados, houve novas ameaças de morte. “Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você aparece morto, rapaz. Vagabundo, safado. Me respeita. Quando eu falar, fica calado”, disse Araújo a Ribeiro.
