A visita de Estado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), inicia nesta 4ª feira (13.mai.2026) à China será a 2ª ida do republicano ao país asiático –e a 1ª desde o começo de seu novo mandato. O encontro marca a retomada da relação com o presidente chinês, Xi Jinping (PCCh), consolidada durante a 1ª passagem do norte-americano por Pequim, em novembro de 2017.
Desta vez, Trump chega à China com novos objetivos, entre eles, buscar um entendimento sobre terras-raras e tentar o apoio chinês na reabertura do estreito de Ormuz, fechado por causa da guerra com o Irã. Apesar de os presidentes terem se encontrado outras vezes, a visita de Estado tradicionalmente marca a recepção de mais alto nível entre líderes.
Em 2017, Trump desembarcou na capital chinesa durante uma turnê asiática que incluiu Japão e Coreia do Sul. A reunião também tinha objetivos geopolíticos, como o estabelecimento de posicionamentos conjuntos sobre a desnuclearização da Península Coreana.
A visita se deu depois de a Coreia do Norte realizar testes de mísseis relativamente próximos ao território norte-americano de Guam, que integra a Micronésia. Xi apoiou a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas e pediu o “diálogo” entre Washington e Pyongyang.
Na 2ª visita de Estado de Trump, a China volta ao papel de mediadora, agora, no conflito com o Irã. O país asiático incentiva um cessar-fogo no Oriente Médio. Como principal parceira comercial de Teerã e dos países da região, a estabilidade na região é um dos maiores interesses chineses.
Xi Jinping também tem uma reivindicação territorial: deve pressionar o norte-americano para cessar as vendas de armas para Taiwan e sinalizar apoio à reunificação da ilha com a China continental. O domínio do estreito é um tópico inegociável para Pequim, que costuma condenar todos os países que sinalizam o mínimo apoio à independência taiwanesa.
Além disso, os norte-americanos voltam a negociar comercialmente com a China –que, dessa vez, está ainda mais economicamente fortalecida. O país asiático é o 2º maior PIB do mundo. Está atrás apenas dos EUA.

No 1º mandato de Trump, as empresas da China e dos Estados Unidos assinaram acordos comerciais no valor superior a US$ 250 bilhões. Os negócios incluíram compras de aeronaves Boeing, automóveis Ford, soja norte-americana e desenvolvimento conjunto de gás natural liquefeito no Alasca.
A comitiva dos Estados Unidos que embarcou na 3ª feira (12.mai) levará executivos de grandes empresas na viagem, principalmente para incentivar o comércio e acordos de cooperação. Segundo integrantes do governo dos EUA, a China deve sinalizar novas compras de aviões da Boeing, além de produtos agrícolas e energia norte-americanos.
Entre os executivos que acompanham Trump estão Elon Musk, fundador da Tesla; Tim Cook, CEO da Apple; e o brasileiro Cristiano Amon, CEO da Qualcomm.
1ª VISITA DE ESTADO
Em 8 de novembro de 2017, Donald Trump realizou sua 1ª viagem à China como presidente dos EUA. O norte-americano permaneceu por 3 dias. Junto com a mulher, Melania Trump, foram recebidos por Xi Jinping e sua mulher, Peng Liyuan, no Museu do Palácio, também conhecido como Cidade Proibida.
Durante a visita ao local, os casais tomaram chá da tarde, caminharam pelo eixo central do museu e assistiram ao reparo de relíquias históricas.
O presidente norte-americano classificou sua visita como “exitosa e histórica” e descreveu Xi Jinping como “representante altamente respeitado e poderoso de seu povo”.
Em 2026, Trump mantém o tom cordial. Em publicação na Truth Social, disse estar “animado” para a viagem ao país e que o presidente chinês é “respeitado por todos”.


