O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), conduz, nesta semana, uma ofensiva institucional para apurar as responsabilidades pela liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025. A agenda inclui uma reunião com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, marcada para esta 4ª feira (13.mai.2026).
O encontro com o decano do Supremo foi marcado por iniciativa do próprio ministro. O foco da conversa será o debate de medidas para modernizar a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Segundo Calheiros, a complexidade do mercado de capitais exige um “aperfeiçoamento” da autarquia para evitar crises como a que levou ao encerramento das atividades do banco.
Na 3ª feira (12.mai), o grupo de trabalho da comissão já havia se reunido com o subprocurador-geral do MP-TCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União), Lucas Rocha Furtado. Os senadores buscam detalhes sobre a conduta do Banco Central no episódio, investigando se houve falhas ou omissões na supervisão da instituição financeira antes do seu colapso.
APORTES EM MACEIÓ
A frente de investigação da CAE também mira o impacto da quebra do banco nos cofres públicos locais. O colegiado deu aval ao requerimento 59 de 2026, que obriga o Ministério da Previdência a fornecer dados de auditorias sobre investimentos feitos por regimes de Previdência estaduais e municipais no Master.
O senador Renan Calheiros afirmou que a prefeitura de Maceió detém a maior exposição registrada até o momento, com R$ 117 milhões aplicados na instituição liquidada. Para o parlamentar, o caso atinge um patamar crítico com a revelação constante de novos nomes envolvidos.
“A crise do Master está escalando cada vez mais. A cada dia temos notícia de envolvimento de novas pessoas e com casos mais escabrosos do que os anteriormente conhecidos”, afirmou o presidente da CAE ao comentar o avanço das apurações.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado, em 12 de maio de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
