O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), afirmou nesta 4ª feira (13.mai.2026) que o governo é contrário a medidas de transição para a PEC do fim da escala 6 X 1.
“Quando se aprova isenções fiscais para grandes empresários ou penduricalhos, elas passam a valer no dia seguinte. Ninguém fala em transição”, disse o ministro em audiência na Câmara dos Deputados. E completou: “Por que na hora de defender o trabalhador precisa demorar 2, 5, 10 anos? É urgente que o trabalhador tenha seus 2 dias livres de descanso”.
Boulos disse ainda que quaisquer compensações às empresas não são razoáveis, uma vez que isso não ocorre em aumentos do salário mínimo, por exemplo. “Se o impacto econômico é semelhante, por que vamos falar de ‘Bolsa Patrão’? O trabalhador ganha 2 dias de descaso, algo humano e, por meio de seus impostos, tem que arcar com isso? Não é razoável”, afirmou.
FIM DA JORNADA 6 X 1
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fecharam acordo nesta 4ª feira (13.mai.2026) para avançar com a PEC do fim da escala 6 X 1 e votar, em seguida, um projeto de lei do Palácio do Planalto sobre o tema.
O acordo estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, 2 dias de folga e manutenção dos salários. A PEC está em comissão especial da Câmara e deve ser votada ainda em maio.
