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Aposentados recorrem ao STF contra decisão sobre penduricalhos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A Anampa (Associação Nacional de Magistrados Aposentados do Poder Judiciário da União e de Procuradores Aposentados do Ministério Público da União) recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão que definiu regras para o pagamento de penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público. O recurso, datado de 3ª feira (12.mai.2026), pede esclarecimentos sobre pagamentos a aposentados e pensionistas. Eis a íntegra (PDF — 350 kB). 

A associação pede que a Corte detalhe pontos do acórdão sobre a PVTAC (Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira), verba reconhecida pelo Supremo como possível de pagamento a magistrados e integrantes do Ministério Público até a edição de uma lei nacional sobre o tema.

O caso começou com uma decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu em fevereiro pagamentos de verbas extras a juízes, procuradores, promotores, conselheiros de tribunais de contas e defensores públicos que pudessem ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público.

O QUE PEDE A ANAMPA

O recurso foi apresentado no âmbito da Reclamação Constitucional 88.319/SP, julgada em conjunto com outras ações sobre o tema. A Anampa já havia sido admitida no processo como amicus curiaefigura jurídica que permite a participação de entidades ou especialistas para contribuir com informações técnicas ou institucionais ao Tribunal.

A associação pede que o Supremo esclareça:

  • se a PVTAC pode coexistir com o ATS/VPNI, que é um valor pago por tempo de serviço;
  • se pensionistas de magistrados e procuradores também têm direito à parcela;
  • se idosos, pessoas com mais de 80 anos e portadores de doenças graves terão prioridade no pagamento de passivos.

Segundo a Anampa, a decisão do STF teve efeitos amplos sobre a remuneração de magistrados, integrantes do Ministério Público, aposentados e pensionistas. A entidade afirma que o acórdão deixou pontos omissos que podem causar interpretações administrativas restritivas.

DISCUSSÃO SOBRE VALORES

Para a Anampa, os pensionistas não deveriam ficar de fora. A entidade diz que ministros do STF trataram da situação desse grupo durante o julgamento, especialmente em razão das perdas provocadas pela reforma da Previdência.

O argumento é que a limitação imposta pelo STF pode fazer com que os repasses se estendam por vários anos, prejudicando justamente os beneficiários mais vulneráveis.

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