O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 3ª feira (12.mai.2026) que as organizações criminosas “em pouco tempo não serão mais donas de nenhum território” no Brasil. “O território será devolvido ao povo brasileiro”, disse, durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto.
Lula disse que o programa permite combater o crime “da esquina até o andar de cima do prédio mais alto do país” e citou quem está no topo da cadeia criminosa: “Muitas vezes o responsável está no andar de cima, de gravata, tomando uísque”.
Para o presidente, o crime organizado “nunca foi da favela” e está espalhado em diversos setores da sociedade. “Muitas vezes a polícia olha para a favela, mas muitas vezes o crime está no 2º andar, está no Congresso Nacional, no Poder Judiciário, no futebol”, declarou.
Lula disse que a Constituição de 1988 transferiu quase toda a responsabilidade pela segurança pública aos Estados, em reação ao período em que “era sempre o general de 4 estrelas que tomava conta”.
Agora, segundo ele, o governo federal volta a participar ativamente, mas de forma diferente. “A gente não quer atropelar o governador. Tem que trabalhar junto.” Ele citou a PEC da Segurança Pública como um exemplo desse trabalho multilateral.
O programa lançado nesta 3ª feira (12.mai) soma R$ 11,1 bilhões, divididos em 4 eixos: presídios de segurança máxima em 138 unidades, asfixia financeira do crime organizado, fortalecimento da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas. Outros R$ 10 bilhões virão via BNDES para estados e municípios que aderirem formalmente ao plano.
O risco de continuidade persiste. O programa não tem prazo de encerramento, mas depende da PEC da Segurança Pública, parada no Senado desde março, para garantir financiamento perene.
Estavam presentes na cerimônia:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — presidente da República;
- Geraldo Alckmin (PSB-SP) — vice-presidente;
- Paulo Gonet (PGR) — procurador-geral da República;
- Hugo Motta (Republicanos-PB) — presidente da Câmara;
- Wellington César Lima (Ministério da Justiça) — ministro da Justiça;
- Pedro Maia (CNPG) — presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais;
- Jean Francisco Bezerra Nunes (Consesp) — presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública;
- André de Albuquerque Garcia (Senappen) — secretário de Políticas Penais;
- Francisco Lucas Costa Veloso (Senasp) — secretário nacional de Segurança Pública;
- William Morais (PF) — diretor-geral substituto da Polícia Federal;
- Alexandre Silveira (PSD-MG) — ministro de Minas e Energia;
- João Paulo Capobianco (MMA) — ministro do Meio Ambiente;
- Margareth Menezes (MinC) — ministra da Cultura;
- Frederico Siqueira (Ministério das Comunicações) — ministro das Comunicações;
- Gleisi Hoffmann (PT-PR) — deputada e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais;
- Sidônio Palmeira (Secom) — ministro da Secretaria de Comunicação Social;
- Chico Lucas — secretário de Segurança Pública.
