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Institutos da USP criticam ocupação da reitoria por estudantes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

Institutos e faculdades da USP (Universidade de São Paulo) divulgaram notas públicas contra a ocupação da reitoria por estudantes em greve, iniciada na tarde de 5ª feira (7.mai.2026). As manifestações criticam a invasão do prédio da administração central e os danos ao patrimônio. Estudantes e internautas repudiam o posicionamento das faculdades afirmam que a ocupação só foi realizada porque a reitoria considerou encerrada a negociação das pautas estudantis.

Em nota, a FM (Faculdade de Medicina) afirmou que divergências devem ser “conduzidas através do debate institucional”. A FD (Faculdade de Direito) disse que o direito de manifestação estudantil “é legítimo e deve ser plenamente assegurado”, mas que “nenhuma reivindicação — por mais relevante que seja — autoriza práticas de violência, intimidação, depredação do patrimônio público ou invasão de espaços institucionais”.

A ECA (Escola de Comunicações e Artes) afirmou que “o diálogo é o nosso instrumento primordial”. Já a FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) disse que a ocupação corre o risco de “descaracterizar a legitimidade das reivindicações apresentadas”. 

A FEA (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária) afirmou apoiar a “convivência democrática e à preservação do patrimônio público”, enquanto a EP (Escola Politécnica) disse estar alinhada à reitoria e defendeu o retorno das atividades acadêmicas e o fim das negociações com os estudantes. 

A ocupação

A ocupação começou durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação. Desde a manhã de 5ª feira, alunos já acampavam em frente à entrada da reitoria e, ao fim da tarde, um grupo pulou o portão do prédio e derrubou portas de vidro para entrar no saguão da administração central. 

📹 #Vídeo Estudantes da USP ocupam reitoria e cobram retomada de negociações

🏛️ Alunos da Universidade de São Paulo ocuparam, na 5ª feira (7.mai.2026), o prédio da reitoria da instituição. O grupo cobra que o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado retome as negociações sobre… pic.twitter.com/tLGw31SKyn

— Poder360 (@Poder360) May 9, 2026

Policiais militares acompanharam a movimentação, mas não houve confronto. Na manhã desta 6ª feira (8), a Polícia Militar cercou o prédio ocupado e bloqueou acessos da rua da reitoria. Viaturas permaneceram nas imediações do edifício, enquanto estudantes relataram que água e energia elétrica foram cortadas no local. 

A ocupação foi realizada dias depois de a reitoria anunciar o fim das negociações sobre o reajuste das bolsas do Papfe (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil). A proposta da Universidade propunha aumento de R$ 27 no auxílio integral, que passaria de R$ 885 para R$ 912. O DCE (Diretório Central dos Estudantes) classificou o reajuste como insuficiente e afirmou que a ocupação busca pressionar pela retomada do diálogo com a gestão da universidade. 

Greve nas universidades estaduais 

A mobilização estudantil se espalhou pelas 3 universidades estaduais paulistas — USP, Unesp e Unicamp — com pautas ligadas à permanência estudantil, moradia, alimentação e condições de infraestrutura. 

Na USP, a greve começou em 14 de abril e já atinge mais de 100 cursos. Além do aumento das bolsas, estudantes pedem por melhorias nos Restaurantes Universitários e na infraestrutura da moradia estudantil oficial da universidade, o CRUSP (Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo) .

Na Unicamp, estudantes discutem indicativo de greve sob o lema “expansão sem precarização”. O movimento critica a criação de novos cursos sem ampliação proporcional de moradia, infraestrutura e contratação de servidores. Entre as reivindicações estão melhorias nos serviços de saúde, transporte e assistência estudantil. Um dos pontos levantados pelos estudantes é a ausência de moradia universitária no campus de Limeira. 

Já na Unesp, estudantes aprovaram paralisações e discutem uma possível greve estadual. As reivindicações incluem falta de professores, atrasos em reformas, insuficiência de restaurantes universitários e baixos valores dos auxílios de permanência. Atualmente, apenas parte dos campi possui moradia estudantil e restaurantes subsidiados. 

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