O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa foi transferido na tarde desta 6ª feira (8.mai.2026) para o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, popularmente conhecido como Papudinha, em Brasília (DF).
Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, a transferência foi realizada semanas depois de o ex-executivo demonstrar interesse em fazer uma delação premiada. Um dos pedidos feitos na ocasião foi justamente a transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), onde estava preso desde 16 de abril.
Costa decidiu mudar sua equipe de defesa em 22 de abril. O executivo substituiu o criminalista Cleber Lopes pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino. A troca já era um indicativo de que, assim como Daniel Vorcaro, Costa buscava iniciar tratativas para um eventual acordo.
O ex-BRB e o advogado Daniel Monteiro foram presos na 4ª fase da operação Compliance Zero sob a suspeita de negociar R$ 146 milhões em propina com Vorcaro —dos quais R$ 74 milhões teriam sido efetivamente pagos, de acordo com a Polícia Federal. As prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo André Mendonça.
A 2ª Turma do STF decidiu em 24 de abril, por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB.
Segundo os investigadores, foram identificados 6 imóveis de luxo como forma de pagamento das propinas. Contudo, a PF afirma que Vorcaro não concretizou os pagamentos na totalidade porque teve ciência de um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal, em abril de 2025, para apurar o pagamento de valores a Costa.
As apurações indicam que, ao tomar conhecimento das investigações, Vorcaro ordenou que o advogado Daniel Monteiro “travasse tudo”, bloqueando os pagamentos e a formalização do registro das transações. Os policiais afirmam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi quem encaminhou as peças sigilosas a Vorcaro em 24 de junho de 2025.
