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Lula e Trump se reúnem para discutir economia e segurança

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com Donald Trump (Partido Republicano) nesta 5ª feira (7.mai.2026) na Casa Branca, em Washington D.C., em encontro que deve ter como foco principal as disputas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o combate ao crime organizado e a negociação sobre minerais críticos e terras-raras. A reunião marca o 3º encontro entre os 2 líderes e se dá depois de meses de tensão diplomática e econômica entre as nações.

O petista embarcou para os EUA na 4ª feira (6.mai) acompanhado de 5 ministros e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Integram a comitiva os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

A expectativa do governo brasileiro é usar a reunião para tentar reduzir o desgaste causado pelo tarifaço anunciado por Trump em 2025 contra produtos brasileiros. A investigação comercial aberta pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana também deve entrar na pauta.

Os norte-americanos questionam políticas brasileiras relacionadas ao Pix, regras do ambiente digital, pirataria, tarifas de importação, desmatamento e questões trabalhistas. Representantes empresariais dos EUA afirmam que o Banco Central atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que, segundo eles, criaria conflito de interesses.

Outro tema central da conversa será a cooperação bilateral contra o crime organizado. O governo Lula tenta ampliar acordos de inteligência e compartilhamento de dados com autoridades norte-americanas. Segundo Dario Durigan, os países já trabalham conjuntamente na troca de informações sobre cargas e contêineres suspeitos de transportar armas e drogas.

A discussão sobre PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) ganhou peso depois de o Departamento de Estado dos EUA classificar as facções como “ameaças significativas à segurança regional”. O governo norte-americano avalia enquadrar os grupos como organizações terroristas.

A presença do ministro Alexandre Silveira na viagem também reforça a expectativa de negociações sobre minerais críticos e terras-raras, considerados estratégicos pelos EUA em meio à disputa global por insumos usados na indústria tecnológica e militar.

O encontro havia sido planejado inicialmente para março, mas foi adiado depois da escalada do conflito envolvendo o Irã, assunto que pode ser tratado, apesar de não ter sido pautado oficialmente. Desde então, as relações entre o Brasil e os EUA passaram por novos atritos políticos e comerciais, com Lula elevando o tom sobre Trump.

Eis os principais temas da reunião:

  • combate ao crime organizado;
  • tarifas e comércio bilateral;
  • investigação comercial da Seção 301;
  • minerais críticos e terras-raras;
  • cooperação em segurança;
  • relações econômicas entre Brasil e EUA;
  • possível discussão sobre o conflito no Irã.

Depois do anúncio do tarifaço, Lula e Trump se encontraram na 80ª Assembleia Geral da ONU, em setembro. O presidente dos Estados Unidos declarou, depois, que “houve uma ‘química excelente’ por pelo menos uns 39 segundos”.

No mês seguinte, os presidentes se reuniram na Malásia. Apesar de considerada “amistosa”, a reunião não resultou na revogação das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.


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