O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o Senado “rejeitou um evangélico nato”, ao falar da rejeição à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga no Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita em entrevista ao canal CNN nesta 4ª feira (6.mai.2026).
Para Guimarães, Messias é uma das “maiores personalidades e mais preparadas do mundo jurídico brasileiro”. Declarou que o ministro “não foi rejeitado de um ponto de vista técnico, foi evidentemente uma questão política”.
Na entrevista, Guimarães disse que ainda não houve uma manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uma nova indicação à Suprema Corte. Segundo ele, a orientação é “retomar o diálogo”; uma conversa deve ocorrer quando o presidente voltar dos Estados Unidos.
Lula viajou, nesta 4ª feira (6.mai), para se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano). Os líderes se reunirão na Casa Branca, em Washington. O petista deve voltar ao Brasil no mesmo dia.
DERROTAS DO GOVERNO
O Planalto passou por duas derrotas consecutivas: em 29 de abril, Messias foi rejeitado; em 30 de abril, o Congresso derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria –que beneficia os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Antes, aliados do presidente tinham aventado possíveis retaliações contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Depois, o clima abrandou: o ministro José Múcio (Defesa) se reuniu com o senador na 3ª feira (5.mai). Já Guimarães se encontrou com o congressista nesta 4ª feira (6.mai).
Além disso, o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Pedro Uczai (SC), disse ao Poder360 que o governo busca evitar uma vingança ao Congresso.
