O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu à cerimônia de comemoração aos 200 anos da Câmara nesta 4ª feira (6.mai.2026). A ausência se torna significativa considerando a derrota dupla enfrentada pelo governo na semana anterior. No dia 29 de abril, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado para a vaga do Supremo Tribunal Federal. No dia seguinte, o Congresso derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
Segundo o presidente da Casa Baixa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), o petista foi representado pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE). A jornalistas, Motta disse que Guimarães “está mais que a altura do Poder Executivo. Sempre trabalhamos pela pacificação e harmonia”.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, esteve na solenidade. Em pronunciamento, disse que “aqui se expressa a vontade plural do povo brasileiro”.
Na manhã desta 4ª feira (6.mai), Lula recebeu cartas credenciais de 7 embaixadores no Brasil. Depois, por volta de 13h30, o petista embarcou para os Estados Unidos. Na 5ª feira (7.mai), Lula se reunirá com o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano).
As votações no Congresso tensionaram as relações com o Planalto. Integrantes do governo chegaram a avaliar possíveis retaliações a Alcolumbre –que articulou a rejeição de Messias. Em contrapartida, o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Pedro Uczai (SC), declarou que o governo evitará uma vingança contra o Congresso.
A falta de Lula na solenidade também expõe um dos desafios do 3º mandato do presidente: a pouca relação com os congressistas. Levantamento do Poder360 mostrou que o presidente não se reuniu com líderes do Congresso em 2026.

Além da falta de reuniões, até a posse de Guimarães na SRI, Alcolumbre não tinha frequentado o Palácio do Planalto em 2026. Já Motta esteve na sede do Executivo apenas em eventos oficiais, sem registro de reuniões com Lula.

