O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, disse nesta 2ª feira (4.mai.2026) que não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uma eventual saída do governo após o rompimento do Planalto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Indicação de Alcolumbre, Siqueira minimizou a possibilidade de ser retirado da Esplanada por causa do atrito entre Lula e o chefe do Senado:
“A nossa indicação é técnica, então esse assunto da política a gente não trata. Eu não falei com ele [Lula] nesse período [para discutir eventual demissão]”, disse o ministro a jornalistas depois de cerimônia de abertura do leilão de telefonia da Anatel.
Depois que a Casa Alta rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) em uma articulação de Alcolumbre, o Planalto passou a discutir a possibilidade de exonerar do governo indicados e apadrinhados do presidente do Senado.
Questionado sobre uma possível exoneração, Siqueira disse que espera ficar no cargo pelo menos até o final de 2026: “Essa é a nossa expectativa”.
CONTRA-ATAQUE
O governo Lula vem discutindo desde semana passada medidas de retaliação ao presidente do Senado, como a demissão de indicados ligados ao senador. O martelo ainda não foi batido e depende do aval do petista, que espera a temperatura baixar e foca em pautas econômicas.
Alcolumbre tem grande poder dentro da estrutura no governo, com indicados em diversas esferas do Executivo. O ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, também é apadrinhado do chefe do Senado.
