O vereador do Rio Rick Azevedo (Psol) afirmou ter sido agredido física e verbalmente por policiais militares no final do show da cantora Shakira, realizado em Copacabana. Segundo Rick, seus assessores e amigos foram hostilizados por PMs ao tentarem chegar até o carro em um local reservado para políticos e figuras públicas.
O episódio veio depois de um ato organizado pelo movimento VAT (Vida Além do Trabalho) durante o show da artista. A manifestação tinha como objetivo defender o fim da escala de trabalho 6 X 1. Azevedo é criador do movimento.
Segundo o vereador, os policiais militares impediram o grupo de acessar a área destinada a autoridades e personalidades públicas. O vereador caracterizou as agressões como uma tentativa de “intimidação e silenciamento”. Segundo Azevedo, os policiais envolvidos no caso são apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Ficou claro que era algo pessoal contra mim. Desde que me tornei conhecido, sofro ameaças, mas não deixo nada disso me abalar, porque sei da importância da minha luta. Querem calar a voz da classe trabalhadora a todo custo, porque sabem que estamos conquistando algo grandioso”, escreveu o vereador em seu perfil no X.
Azevedo disse ter tomado providências para punir os responsáveis pelas agressões. Ele afirmou que não recuará de suas atividades políticas e que continuará sua atuação.

O Poder360 procurou a Polícia Militar do Rio de Janeiro às 20h deste domingo (3.mai) por meio de aplicativo de mensagens para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do relato do vereador. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Hilton defende
Em seu perfil oficial no X, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP, aliada de Azevedo, falou sobre o caso e questionou: “Por que a PM agrediu um vereador eleito e sua equipe? Por que bolsonaristas estavam ao lado da PM no momento, gravando, incentivando e participando da violência, conforme a denúncia?”.

Shakira no Rio
A apresentação de Shakira mobilizou grande público na orla carioca. O show faz parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, evento aberto ao público que reuniu uma multidão. Segundo a Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro), 2 milhões de pessoas estiveram presentes. Levantamento do Poder360 indica, porém, que o espaço comporta público inferior a 1 milhão.
Todo Mundo no Rio com @shakira : 2 milhões de pessoas. A Loba fez história no Rio. Pode espalhar porque é número oficial da @Prefeitura_Rio .
Fonte: Riotur
Todo el mundo en Río con @Shakira: 2 millones de personas. La Loba hizo historia en Río. Pueden compartirlo: es la cifra… pic.twitter.com/jhq9bJIHtg
— Eduardo Cavaliere (@CavaliereRio) May 3, 2026
A Prefeitura do Rio de Janeiro destinou R$ 20 milhões para a realização do show na capital. O montante é todo bancado com dinheiro dos pagadores de impostos. O valor foi repassado para a produtora Bonus Track, responsável pelo evento.
O governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto, informou em 29 de abril que não iria patrocinar o show em Copacabana. Disse que tomou a decisão “em razão da grave crise fiscal que assola o Estado”. Com a decisão da gestão estadual, a Prefeitura do Rio realizou um novo aporte de R$ 5 milhões para completar os R$ 15 milhões antes investidos.
A expectativa da prefeitura é de que a exposição internacional da cidade por meio do show movimente cerca de US$ 250 milhões, em linha com os resultados dos anos anteriores. Somados, os 2 últimos shows geraram cerca de US$ 500 milhões em mídia espontânea internacional –cerca de R$ 2,7 bilhões.
O evento é patrocinado por Corona, Santander, Latam, C&A, 99, Deezer, Dove, Google, Jeep, Beats, Guaraná Antártica e Zé Delivery.
