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Lula deveria deixar política após “facada” de aliados, diz Zé de Abreu

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Lula deveria deixar política após “facada” de aliados, diz Zé de Abreu

O ator da Globo José de Abreu postou no X neste sábado (2.mai.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria sair da política depois da “facada nas costas” de aliados. Sem citar nome, ele declarou que “amigo e líder no Senado” debochou da derrota política do governo.

Abreu se referiu à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado. O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem sido criticado por apoiadores do presidente Lula. Logo após o resultado que confirmou a derrota do Palácio do Planalto, o líder sorriu e abraçou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Antes do término da votação, Alcolumbre já havia sussurrado a previsão de derrota de Messias para Wagner. Para Zé de Abreu, o amigo de Lula e líder do governo no Senado debochou “ao vivo e em cores” da derrota política do Planalto.

“Se eu fosse o Lula ia viver o que lhe resta de vida fazendo as trocentas palestras que iria fazer quando saiu do 2º mandato e cancelou por problemas de saúde. Viajaria o mundo sendo homenageado, ganhando rios de dinheiro e se livraria dessa política podre”, disse.

O ator também disse que o deboche do aliado é “só mais uma das muitas facadas nas costas que nosso maior líder já levou”. O tom de críticas ao Congresso Nacional também se estendeu entre políticos de esquerda.

Na 6ª feira (1º.mai.2026), a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) disse, em manifestação do Dia do Trabalhador, em São Paulo, que é preciso “refundar o Brasil” e limpá-lo do Congresso. Afirmou que o Legislativo atual é “inimigo do povo”.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), afirmou, em publicação no seu perfil do X, que a “aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias”. Disse também que “o Senado sai menor desse episódio lamentável”.

Já a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, declarou que a votação foi “mais que uma injustiça”. Segundo ela, o Brasil foi privado de “uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF”.

Na publicação em seu perfil no X, Gleisi mencionou a votação de 5ª feira (30.abr) da derrubada dos vetos presidenciais ao PL da Dosimetria. “Uma aliança vergonhosa que se volta contra o governo, mas é realmente contra a justiça, a democracia e o país”, escreveu.

O relator da indicação de Jorge Messias ao STF, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) atribuiu a derrota ao processo eleitoral. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o governo “respeita a decisão soberana dos senadores”, mas que espera explicações do Senado.

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