O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou articulação entre congressistas da oposição e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita em entrevista à BandNews, divulgada no sábado (1º.mai.2026).
Flávio Bolsonaro desmentiu informações de bastidores que apontavam uma possível troca de interesses entre congressistas da oposição e integrantes do Judiciário. “O que houve foi coincidência de pautas. A votação da derrubada do veto da dosimetria tinha prioridade naquele momento, inclusive para beneficiar pessoas que ainda estão presas”, afirmou.
O senador disse que a oposição seguirá defendendo a criação da comissão de inquérito. Segundo ele, a CPMI do Banco Master “não foi abandonada”.
A declaração se deu em resposta à repercussão de informações sobre suposto pacto envolvendo a CPMI do Banco Master. Reportagem divulgada em março pelo jornal O Globo sugeriu um acordo para barrar a comissão em troca de benefícios políticos.
Flávio Bolsonaro criticou a apuração da jornalista Malu Gaspar sobre o suposto acordo. Disse que “foram ouvidas fontes erradas” nas reportagens que apontaram a existência de negociação.
O pré-candidato mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e representantes do Banco Master. As discussões sobre a CPMI e as votações citadas ocorrem no Congresso Nacional.
A CPMI do Banco Master deve avançar nas próximas sessões do Congresso, segundo Flávio. A oposição seguirá pressionando pela instalação da comissão.
Críticas ao governo e ao Supremo
Flávio avaliou que derrotas do governo no Congresso indicam fragilidade na articulação política do Planalto. Citou reveses recentes, como a rejeição da indicação de Jorge Messias e a derrubada de vetos.
O senador disse que o Legislativo tem dado “recados” ao Supremo e defendeu que o Congresso reforce sua autonomia.
Classificou o governo como “descontrolado” nas contas públicas. Citou o aumento da dívida e da carga tributária como problemas, sem apresentar números.
Flávio Bolsonaro afirmou que propostas como o fim da escala 6×1 têm caráter “populista”. Segundo ele, o objetivo seria melhorar a imagem do governo em ano eleitoral.
Disse ainda que a oposição deve atuar para barrar medidas que ampliem gastos públicos sem responsabilidade fiscal.
