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Edinho diz que Flávio quer entregar terras-raras aos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Edinho diz que Flávio quer entregar terras-raras aos EUA

O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores) e coordenador da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende entregar as reservas brasileiras de terras-raras aos Estados Unidos.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (1º.mai.2026). Segundo o dirigente petista, as falas do congressista em um evento conservador no exterior representam um “absurdo” e ferem a soberania nacional. Edinho utilizou o tema para reforçar a pré-candidatura de Lula, afirmando que o atual presidente é o líder mais preparado para o momento de turbulência mundial.

Para ampliar o alcance da crítica, Edinho publicou um vídeo em suas redes sociais que intercala trechos de sua entrevista com o discurso de Flávio Bolsonaro na Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora), realizado em 28 de março. Na gravação, o senador afirma em inglês que o Brasil é a solução para quebrar a dependência norte-americana em relação à China no setor de minerais críticos.

Assista ao vídeo (1min56s):

DISPUTA PELAS TERRAS-RARAS

O embate sobre as terras-raras citado por Edinho refere-se a um grupo de minerais fundamentais para a indústria de alta tecnologia, incluindo a produção de semicondutores e equipamentos militares avançados. Atualmente, a China detém o monopólio de grande parte da cadeia produtiva, o que torna as reservas brasileiras um ativo geopolítico estratégico.

O governo Lula defende que a exploração desses recursos seja vinculada a um projeto de desenvolvimento tecnológico nacional, com revitalização da indústria interna. Já a oposição, representada pela fala de Flávio Bolsonaro nos EUA, vê no Brasil um parceiro essencial para garantir a superioridade tecnológica e militar dos aliados ocidentais.

REJEIÇÃO NO SENADO, 8 DE JANEIRO E BANCO MASTER

Além das críticas à família Bolsonaro, Edinho Silva comentou os recentes reveses sofridos pelo governo no Legislativo. Ele classificou como um “grave erro a decisão do Senado de rejeitar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Para o petista, a escolha era qualificada e o bloqueio gera instabilidade institucional.

O presidente do PT também lamentou a derrubada do veto presidencial ao projeto que reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. De acordo com Silva, ao aliviar a punição para crimes contra a democracia, o Congresso “vira as costas para a sociedade”. Ele defendeu que a resposta aos atos extremistas deve ser rigorosa para evitar novas tentativas de ruptura.

Ainda sobre os atritos recentes no Congresso, o dirigente aproveitou a entrevista para fazer um aceno de autocrítica: admitiu que o PT cometeu um erro estratégico ao não assinar o requerimento de abertura da CPI do Banco Master, deixando a liderança da apuração nas mãos da oposição.

MODELO POLÍTICO “RUÍDO”

Ao analisar a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, o dirigente afirmou que o modelo político brasileiro “ruiu” e está “totalmente destruído”. Ele criticou o atual volume de emendas impositivas, que no Orçamento de 2026 chegam a R$ 60 bilhões, transformando o orçamento em uma “moeda de troca” que retira o poder de execução do Executivo.

Para Edinho, o fortalecimento do sistema político passa por reformas estruturais, como o voto em listas partidárias e o controle externo do Judiciário. Ele defende que o Brasil observe experiências internacionais para aproximar as instituições da sociedade e reduzir o que chama de “balcão de negociação” entre os poderes.

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