O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou na 5ª feira (29.abr.2026) que o governo de Donald Trump (republicano) não considera necessária uma autorização formal do Congresso para manter as operações militares contra o Irã. Disse que a pausa no conflito interrompeu a contagem de 2 meses.
“Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias é suspenso ou interrompido”, disse Hegseth em sessão no Senado.
A resolução dos Poderes de Guerra de 1973 determina que o presidente deve retirar as forças armadas de um conflito em até 60 dias caso não receba uma autorização específica do Congresso. Trump tinha até essa 6ª feira (1º.mai) para conseguiu a aprovação.
Hegseth, no entanto, minimizou a aplicação desse limite no atual contexto de tensão com o Irã, tratando a questão como uma decisão estratégica do presidente.
Segundo Hegseth, o Executivo tem autoridade constitucional própria para assegurar a segurança nacional e proteger os interesses norte-americanos na região. O secretário sinalizou que os ataques podem continuar mesmo depois do esgotamento dos prazos regimentais para a chancela do Congresso dos EUA.
A declaração do governo Trump deve acirrar o embate com congressistas, tanto democratas quanto republicanos, que defendem a prerrogativa do Congresso de declarar guerra.
Guerra no Irã
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã teve início em 28 de fevereiro e segue sem previsão para acabar. Jules Hurst, controlador interino do Pentágono, afirmou a congressistas nesta 4ª feira (29.abr.2026) que o conflito custou US$ 25 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões) ao governo norte-americano.
O valor é equivalente a todo o orçamento de 2026 designado para a Nasa.
Trump recusou as propostas recentes do Irã para reabrir o estreito de Ormuz e encerrar o conflito. O presidente norte-americano tem insistido que o Irã não pode ter armas nucleares e que as restrições ao programa nuclear de Teerã devem constar no acordo de paz.
