O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), chamou o colega Lindbergh Farias (PT-RJ) de “criminoso” durante discurso no plenário da Câmara nesta 3ª feira (28.abr.2026). O motivo foi a declaração, feita há um mês por Faria e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), do suposto cometimento de estupro de vulnerável e ocultação de fatos por Gaspar. Ele pediu a cassação do mandato do petista por quebra de decoro.
“Faz um mês que fui atacado de forma covarde, vil e abjeta por um ato criminoso do senhor Lindbergh Farias”, disse Gaspar no plenário. O deputado afirmou que o objetivo dos adversários era “enxovalhar a honra” de homens decentes para “descer ao esgoto da política”.
Eis o momento da fala (6min01s):
Deputado Alfredo Gaspar chama Lindbergh Farias de criminoso no plenário da Câmara dos Deputados após o parlamenta acusá-lo de estupro
“Isso foi uma acusação caluniosa de um criminoso chamado Lindbergh Farias” pic.twitter.com/LHj8qgOV0P
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 28, 2026
DNA
Na 5ª feira (23.abr), Gaspar divulgou um exame de DNA para rebater as suspeitas. Ele desafiou a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF a investigar o caso.
De acordo com o congressista, as declarações são uma “cortina de fumaça” articulada pelo Partido dos Trabalhadores para desviar a atenção do relatório final da CPMI. No documento, Gaspar pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e outras 215 pessoas.
OUTRO LADO
Farias e a senadora Soraya enviaram à Polícia Federal um pedido de investigação contra Alfredo Gaspar com base em documentos e mensagens recebidos pela dupla. A suspeita refere-se a um caso ocorrido há cerca de 9 anos em Alagoas. A vítima seria uma menina de 13 anos.
Segundo o relato, a denúncia envolve uma gravidez e supostas tratativas financeiras realizadas para evitar que o fato fosse levado ao conhecimento das autoridades. Os autores do pedido solicitaram sigilo na tramitação e medidas urgentes para a preservação de provas.
Logo depois de ser acusado, Gaspar chegou a dizer que o caso relatado pelos adversários envolvia a filha de um primo.
