O senador Marcos Pontes (PL-SP) defendeu que senadores se abstenham na votação da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) como forma de tornar pública a posição contrária, mesmo com o sigilo do voto.
Em publicação nas redes sociais, Pontes afirmou que, no modelo atual, senadores podem declarar voto contra, mas registrar apoio no momento da votação sem que haja identificação. O que faz com que haja dúvida se, de fato, votaram contra.
Segundo ele, o painel eletrônico da Casa permite distinguir quem votou de quem apenas registrou presença e isso fará com que seja possível diferenciar quem é contrário.
De acordo com Pontes, senadores que votam aparecem com o nome destacado em amarelo, enquanto aqueles que registram presença e não votam ficam em branco. Para Pontes, a abstenção seria a única forma visível de demonstrar oposição à indicação.
O congressista pediu que senadores compareçam à sessão, registrem presença e não participem da votação. Também incentivou eleitores a cobrarem posicionamento público de seus representantes.
Se o voto é secreto, a posição não pode ser.
No Senado:
🟡 AMARELO = votou (não sabemos como)
⚪ BRANCO = presente e não votou
BRANCO é transparência.Peça ao seu senador: compareça, registre presença e NÃO vote.
Quem está do lado do Brasil, prova. 🇧🇷Senador Astronauta Marcos… pic.twitter.com/j1tI4uPJ7b
— Astronauta Marcos Pontes (@astropontes) April 27, 2026
A quantidade de abstenções não influencia no resultado final da votação, já que, para aprovação de Messias, é preciso 41 votos favoráveis dos 81 senadores.
