O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse neste domingo (26.abr.2026), no encerramento do 8º Congresso do PT, em Brasília, que a idade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma vantagem eleitoral.
“Os seus 80 anos são um grande ativo que nós temos. Toda a experiência de uma vida. São 50 anos de luta. Eu ouço falarem para a gente desde os anos 70. São 50 anos de luta, sendo sempre sem negociar compromissos e ideias, sempre sem abrir mão daquilo que ele acredita e que todos nós acreditamos. Isso é patrimônio”, afirmou.
Para Haddad, reconduzir Lula à presidência em 2022 foi “questão de honra e de desagravo” depois de um governo que, segundo ele, destruiu o Estado brasileiro. Por isso, classificou a reeleição do presidente como imperativa.
“A reeleição do Lula é um imperativo do nosso futuro. Lula vai concorrer com o filho do Bolsonaro, uma família que só entregou caos. Há 30 anos fazendo a pior política da história do país”, disse. “Eles são a reação ao colapso de uma agenda que deu errado. Nós somos o antídoto disso.”
A saúde de Lula
A fala de Haddad responde a uma questão que ronda a campanha presidencial petista. Na 6ª feira (24.abr), 2 dias antes do congresso, Lula passou por procedimentos no Hospital Sírio-Libanês. Removeu uma queratose no couro cabeludo e fez uma infiltração no punho para tratar tendinite.
Nos últimos 2 anos, o presidente enfrentou alguns problemas de saúde, precisou fazer uma cirurgia no quadril em setembro de 2023 e sofreu acidente doméstico com traumatismo craniano em outubro de 2024.
Para contornar o tema, Lula apostou no discurso de vitalidade. O petista publica vídeos se exercitando e correndo pela rampa do Palácio do Planalto. O esforço busca evitar o “efeito Joe Biden”: o democrata, que está atualmente com 83 anos, desistiu da reeleição nos EUA depois de problemas de saúde e da pressão por conta da idade.
