O ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, afirmou que, com o fim da escala 6 X 1, o comércio “vai poder contratar um folguista” para trabalhar aos fins de semana. Ele não mencionou, no entanto, que a contratação dos “folguistas” implica em mais gastos e que esse custo pode ser repassado ao consumidor.
“Você vai poder continuar indo para o cineminha no domingo, quem quiser ir para um restaurante, quem quiser ir para o posto de gasolina abastecer o carro, não vai ter problema nenhum. O comércio não vai parar”, declarou Boulos em vídeo publicado em seu perfil no X neste sábado (25.abr.2026).
Assista ao vídeo de Boulos (1min14s):
“O projeto que o Lula mandou para o Congresso reduz a jornada de trabalho para 40 horas por semana, no máximo, e garante 2 dias de descanso para o trabalhador”, afirmou.
“Um trabalhador que faça a jornada de 2ª a 6ª não vai trabalhar no fim de semana, mas aí, a padaria, o mercado, o shopping, vai poder contratar um folguista para trabalhar nesse fim de semana, ou mudar a escala do trabalhador para trabalhar em dias diferentes. O importante é que tenha 2 dias de descanso. Não tem nada que vai fechar”, declarou o ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou em 14 de abril ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o projeto de lei que trata da redução da jornada de trabalho.
A proposta altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e de outras legislações correlatas, como leis sobre descanso semanal remunerado e categorias específicas de trabalhadores. Leia a íntegra (PDF – 2 MB).
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou em 22 de abril a admissibilidade das PECs (Propostas de Emenda à Constituição) que reduzem a jornada de trabalho no Brasil.


