O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 5ª feira (23.abr.2026) que mandou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, notificar delegados e agentes que estão fora da Polícia Federal “fingindo trabalhar” a retornarem ao trabalho. A exceção, segundo ele, só vale para quem ocupa cargo de secretário de Estado.
“Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando… todos vão ter que votar porque nós vamos derrotar o crime organizado nesse país e nós precisamos de todos os delegados e de todos os agentes trabalhando para prender bandidos nesse país”, disse durante a abertura da feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF).
Na véspera, o presidente assinou decreto abrindo mais 1.000 vagas na PF. Com a medida, a corporação passará a ter todos os cargos preenchidos pela 1ª vez.
A declaração foi feita após atrito com os Estados Unidos envolvendo a corporação. O Departamento de Estado norte-americano expulsou o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da PF no ICE, em Miami, por suposta tentativa de manipular o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição.
O episódio está ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado pelo STF por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
Em resposta, a PF retirou as credenciais de um agente norte-americano no Brasil com base no princípio da reciprocidade.
Na mesma agenda, Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). “Enquanto Trump quer fazer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a fazer paz, produzindo alimentos e enriquecendo o mundo”, disse.
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