O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou solidariedade ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), nesta 4ª feira (22.abr.2026). A declaração foi feita a jornalistas durante a abertura da Norte Show, feira agropecuária realizada em Sinop, no Mato Grosso.
A fala de Flávio veio após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes enviar a Alexandre de Moraes uma notícia-crime (comunicar a ocorrência de um fato criminoso à autoridade competente) contra Zema para que ele fosse investigado no inquérito das fake news.
A notícia-crime refere-se ao 2º episódio da série “Os Intocáveis”, publicado nas redes sociais do ex-governador quando ele ainda ocupava o cargo. A peça usa fantoches que representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
“Bom, em 1º lugar, minha solidariedade aqui ao Romeu Zema, que é mais uma vítima dessa militância que existe no judiciário, esse ativismo judicial, que é muito lamentável”, disse Flávio Bolsonaro.
O senador também criticou a atuação do STF em relação a si e seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Flávio é alvo de um um inquérito aberto em 26 de abril de 2026 pela Polícia Federal que investiga se ele cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro Alexandre de Moraes autorizou a a apuração.
“Eu lamento muito a abertura desse processo, porque claramente parece que tem ministro no Supremo, em especial Alexandre de Moraes, que está com saudade, enquanto presidente do TSE, de participar diretamente das eleições. Então está muito claro que eles querem, na verdade, fazer com que a primeira turma do STF escolha quem vai ser o próximo presidente da República”, disse Flávio.
Segundo o senador, a condenação de um congressista nessa situação seria inédita no país depois da promulgação da Constituição de 1988.
“Vocês sabem quantos parlamentares já foram condenados pelo STF desde 1988 por calúnia? Zero, nenhum, porque sempre se respeitou a Constituição, sempre se respeitou a unidade parlamentar, inclusive no tocante a opiniões, palavras e votos, que é exatamente isso que tentam nos enquadrar agora”, afirmou Flávio.
