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Alemanha põe R$ 3 bi no Fundo Clima e adia aporte para TFFF de Lula

Radar Olhar Aguçado(há 1 dia)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 2ª feira (20.abr.2026) que o chanceler alemão Friedrich Merz confirmou a contribuição de 500 milhões de euros (cerca de R$ 2,94 bilhões, pela cotação atual) ao Fundo Clima, voltado a ações do governo federal brasileiro para a ações de mitigação ambiental.

O anúncio foi feito durante declaração conjunta à imprensa em Hannover, na Alemanha, onde os 2 líderes participaram das consultas intergovernamentais, à margem da Feira Industrial de Hannover.

Embora o petista tenha celebrado o aporte, o governo brasileiro esperava a formalização do investimento de 1 bilhão de euros prometido pela Alemanha ao TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre). O recurso segue travado e só deve ser liberado a partir de 2027. Até lá, está sujeito à aprovação orçamentária e parlamentar.

Merz havia sido o 1º líder estrangeiro a anunciar, na COP30, um investimento ao TFFF. O mecanismo foi proposto pelo Brasil para financiar a conservação de florestas. Nesta 2ª feira (20.abr), Lula agradeceu o apoio alemão. O TFFF é a vitrine da diplomacia ambiental do petista.

O Fundo Clima é operado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que preside seu comitê gestor. 

É o principal instrumento federal para o financiamento de ações que reduzam as emissões de gases poluentes no país. Funciona majoritariamente com recursos reembolsáveis: empréstimos que retornam ao fundo e permitem novos ciclos de investimento. Também recebeu um grande aporte durante a COP30. 

O chanceler Friedrich Merz foi um dos primeiros a anunciar investimentos no Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, no valor de 1 bilhão de euros. Hoje confirmou uma contribuição de 500 milhões de euros ao Fundo Clima”, declarou Lula durante fala à imprensa em Hannover, na Alemanha.

O adiamento da capitalização alemã para o braço financeiro do TFFF, obriga o Brasil a reforçar o Fundo Clima nacional como base. Na prática, o governo utiliza o fortalecimento do caixa interno para garantir sua própria promessa de investir US$ 1 bilhão no seu Fundo de Florestas.

Mesmo com o orçamento de R$ 27,5 bilhões para 2026 já aprovado pelo comitê gestor, a entrada do novo capital alemão no Fundo Clima é viabilizada por meio de créditos suplementares. 

Como se trata de um aporte extraordinário, o valor é incorporado ao teto operacional do fundo como excesso de arrecadação. Permite que o BNDES amplie a oferta de crédito barato para projetos de mitigação ambiental ainda este ano.

Com um salto expressivo desde 2022, quando dispunha de apenas R$ 446 milhões, o orçamento total do Fundo Clima vem de 4 fontes combinadas: 

  • recursos novos aportados pelo governo federal a cada ano via LOA (Lei Orçamentária Anual); 
  • retorno das disponibilidades do próprio Fundo; 
  • pagamentos de empréstimos concedidos anteriormente; 
  • e amortização dos juros dessas operações.

LULA EM HANNOVER

A declaração se deu às margens da Feira de Hannover, onde o Brasil é país parceiro em 2026. Lula também criticou guerras em curso e pediu a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Declarou ser contra qualquer intervenção militar em Cuba e reiterou apoio à participação da África do Sul no G20.

O encontro dos líderes resultou em acordos bilaterais nas áreas de defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, bioeconomia e eficiência energética. A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia está prevista para 1º de maio e é vista como um dos ativos da viagem.

Hannover integra uma agenda europeia de 5 dias do petista. Lula viaja com 14 ministros e passou por Barcelona, onde participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, antes de chegar à Alemanha. Na 3ª feira (21.abr.2026), o presidente segue para Lisboa.

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