A Espanha pedirá na 3ª feira (21.abr.2026) à União Europeia que encerre o acordo de associação com Israel. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse neste domingo (19.abr.2026) que o bloco econômico não pode ser “sócio” de um governo que “viola o direito internacional”.
A declaração de Sanchez foi durante um comício eleitoral na região de Andaluzia.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse, em espanhol, que Tel Aviv não aceitará uma “interpretação hipócrita” do governo espanhol. Ele também acusou Sanchez de antissemitismo em uma postagem no X.
No aceptaremos una lectura hipocrita de alguien que tiene una relación con regímenes totalitarios que violan los derechos humanos como Turquía de Erdogan, Venezuela de Maduro. Un gobierno quien recibe agradecimientos del régimen brutal de Iran e organizaciones terroristas, y que… https://t.co/2S9yZah3hh pic.twitter.com/5xiwExDOA4
— Gideon Sa’ar | גדעון סער (@gidonsaar) April 19, 2026
Leia a mensagem de Saar:
“Não aceitaremos uma interpretação hipócrita de alguém que tem ligações com regimes totalitários que violam os direitos humanos, como a Turquia de Erdogan e a Venezuela de Maduro. Um governo que recebe agradecimentos do regime brutal do Irã e de organizações terroristas, e que se dedica a disseminar o antissemitismo. Não temos nada contra os cidadãos da Espanha — muito pelo contrário — mas sim contra a hipocrisia do governo de @sanchezcastejon.”
ACORDO DE ASSOCIAÇÃO
O Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel entrou em vigor no ano 2000 e inclui uma cláusula que condiciona a relação ao respeito aos direitos humanos.
Ele oferece base jurídica que regula o comércio e a política entre o bloco e Tel Aviv, de modo a facilitar as relações bilaterais.
