O presidente do PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta, criticou a possibilidade de restrições mais duras às apostas esportivas no Brasil e classificou como “errado proibir o cidadão de apostar”. Em entrevista ao canal TV 247, ele afirmou que iniciativas desse tipo representam uma tentativa do governo de “tutelar a população”. O PCO compartilhou o trecho nas redes sociais.
Segundo Pimenta, a ilegalidade histórica do jogo do bicho exemplifica o que considera um equívoco: “é ilegal, mas todo mundo joga”. Para ele, impedir apostas não elimina a prática, apenas a desloca para a informalidade.
O dirigente também argumentou que a popularidade das chamadas “bets” está ligada a fatores sociais. “São milhões de pessoas que apostam nessas bets. É um sintoma claro do desespero social. É uma válvula de escape para uma população que está com a corda no pescoço”, disse.

Na avaliação do presidente do PCO, as propostas de proibição não tendem a ter apoio popular. Ele afirmou que parte das críticas às plataformas de apostas pode vir de motivações políticas ou de uma visão moral sobre o tema.
Pimenta também questionou a ideia de que o Estado deva impedir comportamentos considerados prejudiciais. “As pessoas têm o direito de errar, não precisa de um tutor”, afirmou, acrescentando que não há consenso absoluto sobre o que é certo ou errado.

