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Lula lamenta morte de Oscar Schmidt e celebra legado no basquete

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Lula lamenta morte de Oscar Schmidt e celebra legado no basquete

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte de Oscar Schmidt nesta 6ª feira (17.abr.2026). O ex-jogador de basquete, conhecido como “Mão Santa”, teve a morte confirmada horas depois de dar entrada no Hospital Municipal Santa Ana, na região metropolitana de São Paulo, após passar mal.

Em seu perfil oficial no X, Lula definiu Schmidt como o “maior ídolo da história do basquete brasileiro” e um dos maiores cestinhas da modalidade, destacando características do jogador.

Segundo Lula, Schmidt foi exemplo de obstinação, talento e amor à camisa da Seleção Brasileira: “Uniu o país em torno das quadras ao longo de décadas, com arremessos e liderança”.

O presidente afirmou que a dedicação de Schmidt elevou o nome do Brasil, fazendo do ex-jogador “inspiração para gerações de atletas e amantes” do esporte.

“Neste momento de pesar, deixo minha solidariedade à família, aos amigos e à legião de fãs que ele conquistou no esporte”, finalizou Lula.

MORRE OSCAR SCHMIDT

Oscar Schmidt  deu entrada, nesta 6ª feira, no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, depois de passar mal. A assessoria do ex-atleta confirmou a morte do ex-jogador de 68 anos horas depois.

O comunicado não especificou a causa da morte. A Equipe 14 Eventos, responsável pela assessoria de Oscar, informou que ele havia recebido o diagnóstico de um tumor cerebral em 2011. 

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958 em Natal, no Rio Grande do Norte. Sua família se mudou para São Paulo, onde ele iniciou sua trajetória no basquete profissional em 1974, aos 16 anos. Ingressou nas categorias de base do Palmeiras, jogando pelo time infanto-juvenil.

Durante sua carreira no Brasil, nas décadas de 1970 e 1980, defendeu clubes tradicionais do basquete nacional. Passou pelo Sírio, pelo Corinthians e pelo Flamengo. Sua habilidade com a bola e capacidade de pontuação lhe renderam o apelido de Mão Santa.

Em 1984, o New Jersey Nets, equipe da NBA (National Basketball Association), recrutou Oscar para jogar na principal liga de basquete do mundo. O atleta optou por não aceitar a proposta. Decidiu seguir sua carreira na Europa, onde já havia estabelecido sua reputação.

Carreira internacional e recorde olímpico

Na Europa, nos anos 1980 e 1990, Oscar atuou por equipes italianas e espanholas. Jogou pelo JuveCaserta e pelo Pavia, ambos na Itália. Também defendeu o Forum Valladolid, na Espanha. Sua passagem pelo basquete europeu consolidou sua fama internacional.

Oscar representou a seleção brasileira em 5 edições dos Jogos Olímpicos. Durante essas participações, estabeleceu um recorde que permanece até hoje. Marcou 1.093 pontos. Tornou-se o maior cestinha na história das Olimpíadas. Nenhum outro atleta alcançou essa marca.

Em 2013, o ex-jogador foi incluído no Hall of Fame do basquete. Esta honraria celebrou sua contribuição ao esporte ao longo de décadas.

A despedida do ex-jogador será realizada de forma privada. Conforme a nota divulgada, a cerimônia será “restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”. A família solicitou compreensão quanto à necessidade de privacidade durante o luto.

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