O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), lança nesta 5ª feira (16.abr.2026), as diretrizes de seu programa de governo. O documento propõe mudanças estruturais para limitar o que chama de “superpoderes” dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
O programa “O Brasil Sem Intocáveis” utiliza a expressão “acabar com a farra dos intocáveis” como mote para as propostas e estabelece 3 medidas principais relacionadas ao Judiciário:
- proíbe que um único ministro suspenda leis ou atos dos demais poderes, exigindo sempre decisões colegiadas;
- torna obrigatória a abertura do processo de impeachment contra ministros sempre que houver maioria do Senado;
- impede que cônjuges e parentes de ministros atuem como advogados nas Cortes, evitando conflito de interesse.
Também contempla ações voltadas à classe política. Propõe a extinção do foro privilegiado, o aumento de penas para crimes de corrupção e proíbe a progressão de regime enquanto o criminoso não realizar a devolução integral do dinheiro desviado aos cofres públicos.
Críticas recentes ao Supremo
O desgaste da Supremo se intensificou depois de episódios recentes de suspeita de envolvimento de ministros com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Zema fez críticas a magistrados depois de um evento na Associação Comercial de São Paulo, na 2ª feira (13.abr.2026), afirmando que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli “merecem prisão”, além de impeachment. Disse que o país vive uma “crise moral”, com autoridades que se colocam acima da lei.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada na 2ª feira (13.abr), 75% dos brasileiros avaliam que os ministros do STF detêm “poder demais”. O levantamento também indicou que 55% acreditam que há magistrados envolvidos em irregularidades relacionadas ao Caso Master.
