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Ministro de Lula fala em elevar dívida para proteger economia popular

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou nesta 5ª feira (16.abr.2026) que o governo pode aumentar o endividamento do país, caso isso seja necessário para proteger a economia popular. A declaração foi feita em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Se tiver que aumentar o endividamento do país para salvar a economia popular, tem que fazer“, disse o ministro.

A afirmação foi feita no contexto dos efeitos da guerra tarifária lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Guimarães disse que o governo trabalha com a hipótese de que o conflito seja encerrado em 2 meses, mas reconheceu a incerteza do cenário. Segundo ele, as medidas em elaboração seguem essa projeção de prazo.

Entre as iniciativas já adotadas, o ministro citou o acordo firmado entre a União e os estados para subsidiar o diesel por até 2 meses. O acordo estabelece um incentivo de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com caráter excepcional e temporário, para conter os efeitos da volatilidade internacional do petróleo.

Além do subsídio, o governo reduziu tributos federais, o que representa queda de R$ 0,32 por litro.

Com as duas medidas, a redução total é estimada em R$ 0,64 por litro para o consumidor. 80% dos estados já sinalizaram adesão à proposta.

O ministro afirmou que o governo anunciará nos próximos dias um novo conjunto de medidas para conter os impactos sobre os consumidores. Citou o diesel, a gasolina e os fertilizantes como áreas de preocupação. “O país não vai deixar que a conta do Trump seja transferida para o consumidor”, disse.

Sobre eventuais medidas para a gasolina, os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Dario Durigan (Fazenda) estão estudando o tema.

Guimarães também abordou o endividamento das famílias, que classificou como pauta prioritária do governo. Disse que medidas serão anunciadas nos próximos dias, incluindo alterações em programas de renegociação de Dívidas, com redução de juros.

BETS

Ao ser questionado sobre as casas de apostas online, Guimarães disse que a percepção que tem do Congresso é de que “a turma topa regulamentar”

Reconheceu a posição do presidente Lula, que já declarou ser contra a continuidade das bets, mas ponderou que a correlação de forças no Legislativo precisa ser levada em conta. “Para o governo não pode continuar do jeito que está por conta do endividamento das famílias”, afirmou. 

Segundo ele, o tema está em discussão no governo e há maioria no Congresso para avançar na regulamentação.

BANCO CENTRAL 

O ministro voltou a criticar o Banco Central, colocando os juros altos como o principal fator do endividamento das famílias brasileiras.

Segundo ele, a autarquia manteve a taxa elevada mesmo com a inflação dentro da meta. “Você não pode dar uma mão e tirar com a outra”, afirmou. 

Para o ministro, o BC “já perdeu a oportunidade de baixar os juros“. Evitou comentar sobre possíveis novas indicações para a diretoria da autarquia.

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