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China diz que bloqueio de Ormuz contraria interesses globais

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O governo chinês afirmou nesta 2ª feira (13.abr.2026) que o bloqueio do Estreito de Ormuz contraria os interesses da comunidade internacional. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante encontro com Khaldoon Khalifa Al Mubarak, enviado especial do presidente dos Emirados Árabes Unidos, em Pequim. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.

A manifestação ocorre depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciarem o início de um bloqueio a todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos e áreas costeiras iranianas.

O Comando Central dos EUA informou que as operações começariam às 11h (horário de Brasília) desta 2ª feira (13.abr.2026). A medida foi adotada depois do fracasso das negociações realizadas em Islamabad, capital do Paquistão. As conversas tinham como objetivo pôr fim à guerra com o Irã.

Wang Yi disse que a China compreende as legítimas preocupações de segurança dos Estados árabes do Golfo. O ministro defendeu que a maneira fundamental de resolver a crise seria um cessar-fogo abrangente e duradouro, alcançado por meios políticos e diplomáticos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, reforçou o posicionamento chinês em entrevista regular a jornalistas realizada na 2ª feira (13.abr.2026). “A China espera que as partes envolvidas respeitem os acordos de cessar-fogo temporário, permaneçam comprometidas com a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos e evitem a retomada das hostilidades”, afirmou Guo.

O porta-voz acrescentou que a China está pronta para “desempenhar um papel positivo e construtivo” na resolução da crise. Guo classificou as conversas realizadas durante o fim de semana na capital paquistanesa como um passo em direção ao alívio da tensão.

Estreito de Ormuz e petróleo

O Estreito de Ormuz é uma via navegável por onde passa cerca de 1/5 do fornecimento global de petróleo e gás. Antes da guerra, a maior parte das exportações de petróleo iranianas era destinada à China, o maior importador mundial de petróleo bruto.

A China e o Paquistão apoiaram as negociações de paz em março. Os dois países defenderam simultaneamente um cessar-fogo imediato na guerra com o Irã e a restauração da navegação normal no Estreito de Ormuz.

Guo Jiakun rejeitou as notícias de que a China teria planos de fornecer armas ao Irã. O porta-voz classificou essas informações como “calúnias infundadas e associações maliciosas”.

A manifestação se dá depois de o presidente Donald Trump (Partido Republicano) ter ameaçado, na semana passada, impor tarifas imediatas de 50%, sem isenções, sobre as importações de países que fornecem armas militares ao Irã.

“A China tem adotado consistentemente uma abordagem prudente e responsável em relação às exportações de armas”, disse Guo. O porta-voz acrescentou que os controles rigorosos do país estão em conformidade com as leis nacionais e as obrigações internacionais.

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