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Viktor Orbán, premiê húngaro no poder há 16 anos, admite derrota

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Viktor Orbán, premiê húngaro no poder há 16 anos, admite derrota

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán (Fidesz), a derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (12.abr.2026) em discurso após o encerramento da votação. Ele afirmou que o “resultado é claro” e “doloroso”. O premiê telefonou ao líder da oposição, (Tisza), para dar parabéns pela vitória.

O atual chefe de governo húngaro declarou ainda que continuará servindo ao país na oposição e que não contestará o resultado das urnas. Magyar publicou em sua página no Facebook que Orbán, que governa a Hungria há 16 anos, o telefonou para felicitar pelo resultado. Eis a publicação do oposicionista:

Eis a tradução:

“O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de nos parabenizar por telefone pela nossa vitória”.

Em seguida, Magyar acrescentou que também recebeu ligações de líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e representantes do Partido Popular Europeu, que o felicitaram pelo desempenho eleitoral.

O pleito aponta vantagem do partido Tisza, de centro-direita, liderado por Magyar. Com cerca de 53,45% das urnas contadas até a publicação desta reportagem, projeções indicam que a legenda pode alcançar 136 dos 199 assentos da Assembleia Nacional, o que representaria maioria de 2/3 no Parlamento húngaro. O Fidesz aparece com 56 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk soma 7.

O pleito aponta vantagem expressiva do partido Tisza, de centro-direita, liderado por Magyar, que aparece como vencedor nas projeções divulgadas ao longo da apuração parcial. S

As projeções são compatíveis com pesquisas divulgadas antes da votação e após o fechamento das urnas, que já indicavam vantagem da oposição. Levantamentos de institutos como o Medián apontavam o Tisza com cerca de 55% a 57% dos votos, contra aproximadamente 37% a 38% do Fidesz.

A eleição é considerada a mais competitiva desde o retorno de Orbán ao poder, em 2010.

O pleito foi marcado por forte disputa política entre governo e oposição, com foco em economia, serviços públicos e corrupção, além de divergências sobre a relação da Hungria com a União Europeia e a guerra na Ucrânia.

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