O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, declarou neste domingo (12.abr.2026) que o país seguirá mediando as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Os 2 países deixaram a capital paquistanesa, Islamabad, no sábado (11.abr) sem chegar a um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
Em comunicado, o ministro disse que as rodadas de negociação foram “intensas e construtivas”. As várias conversas, mediadas por ele e pelo chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, teriam durado cerca de 24 horas. “É imprescindível que as partes continuem a honrar seu compromisso com o cessar-fogo”, afirmou Ishaq Dar.
O vice-presidente norte-americano, J.D. Vance (Partido Republicano), disse a jornalistas que o Irã não aceitou os termos dos EUA. Afirmou que a negociação frustrada é “uma má notícia ainda pior para o Irã do que para os EUA”. “Deixamos bem claro quais são os nossos limites, no que estamos dispostos a ceder e no que não estamos”, declarou.
Assista à declaração do vice-presidente dos EUA:
.@VP in Islamabad, Pakistan: “We’ve had a number of substantive discussions with the Iranians. That’s the good news. The bad news is that we have not reached an agreement — and I think that’s bad news for Iran much more than it’s bad news for the United States of America.” pic.twitter.com/RLIQ30btO5
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) April 12, 2026
Vance também declarou que os EUA querem o comprometimento de que o Irã não buscará uma nova arma nuclear. “O fato é que precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não buscarão uma arma nuclear e que não buscarão as ferramentas que lhes permitiriam obtê-la rapidamente”, disse o vice-presidente norte-americano.
Segundo a agência de notícias Fars, uma fonte ligada à delegação iraniana disse que os EUA estavam procurando “uma desculpa” para saírem das mesas de negociação.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo (12.abr) que a delegação iraniana apresentou “168 iniciativas voltadas para o futuro” durante as negociações, mas que os norte-americanos “não conseguiram conquistar a confiança”.
