A defesa de Jair Bolsonaro (PL) enviou nesta 6ª feira (10.abr.2026) ao Supremo Tribunal Federal novos laudos médicos e relatórios fisioterapêuticos sobre o estado de saúde do ex-presidente. Os documentos foram protocolados no âmbito da Execução Penal 169, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Leia a íntegra (PDF-343kB).
Os relatórios detalham o quadro clínico de Bolsonaro em acompanhamento domiciliar após uma pneumonia bacteriana em março. O laudo assinado pelo cardiologista Dr. Brasil Ramos Caiado sinaliza que o ex-presidente evolui de forma “satisfatória”, com pressão arterial controlada, mas ainda apresenta fadiga, cansaço e quadro de desequilíbrio. Leia a íntegra (PDF-212kB).
O médico registrou que, na última semana, Bolsonaro teve um episódio de soluços de curta duração. O sintoma persistente é uma queixa recorrente do ex-presidente desde o atentado à faca em 2018.
A rotina de reabilitação integra 3 sessões de fisioterapia por semana e 6 sessões de reabilitação cardiorrespiratória. Segundo o texto, o objetivo atual dos exercícios de força para membros inferiores é reduzir a probabilidade de quedas decorrentes do desequilíbrio.
Já o relatório fisioterapêutico, assinado por Kleber Antônio Caiado de Freitas, diz que, no início da semana, o ex-presidente relatou dor em “todos os movimentos tentados” no ombro, o que impediu a realização de exercícios específicos. Leia a íntegra (PDF-61kB).
O exame físico realizado pelo cardiologista ainda mostrou “murmúrios vesiculares bastante reduzidos” na base do pulmão esquerdo, uma sequela da pneumonia. Um ortopedista também acompanha o caso e o tratamento para para o ombro direito.
Na 6ª feira (3.abr), o relatório fisioterapêutico entregue ao ministro, assinado pelo mesmo fisioterapeuta, afirma que o ex-chefe de Estado sofre de dores crônicas e graves no ombro, sem especificar em qual, e que, por isso, pode passar por nova cirurgia no local em breve.
Bolsonaro deixou o DF Star em 27 de março, depois de 14 dias internado com uma broncopneumonia bacteriana bilateral, considerada grave por seus médicos e a mais severa das 3 que já teve.
Naquele mesmo dia, chegou ao condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), área nobre da capital, para dar início à prisão domiciliar de 90 dias autorizada pelo ministro Moraes.
