Belo Horizonte – O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) acredita que Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder das pesquisas eleitorais no estado, “não está pronto” para assumir o Palácio Tiradentes. Segundo Simões, uma eventual administração do senador colocaria Minas em risco.
“Cleitinho não está pronto para o desafio. Eu falei isso para ele mais de uma vez. Cleitinho não tem nenhuma experiência administrativa”, afirmou Simões em entrevista exclusiva ao Metrópoles concedida em Belo Horizonte.






Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
Raphael Veleda/MetrópolesMateus Simões (PSD)
Raphael Veleda/MetrópolesMateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
Raphael Veleda/MetrópolesSimões foi vice de Zema
Raphael Veleda/MetrópolesMateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
Raphael Veleda/MetrópolesNo início da corrida eleitoral, Simões, que era o vice de Romeu Zema (Novo), defendeu que Cleitinho não lançasse candidatura e apoiasse seu projeto de reeleição. Simões afirmou que buscava reunir a centro-direita e evitar a fragmentação do campo político.
“Eu queria que o Cleitinho não fosse candidato porque, primeiro, acho que a centro-direita tinha que estar unida. O segundo colocado nas pesquisas é Patrus [Ananias, do PT]. Isso só existe porque nós não estamos reunidos. Essa campanha tinha tudo para ser uma campanha de um turno só”, disse o governador mineiro.
Agora adversários, Simões e Cleitinho passaram a trocar ataques na reta final da campanha. O governador questionou a capacidade administrativa do senador e afirmou que o chefe do Executivo precisa estar preparado para enfrentar greves, manifestações e situações que exigem decisões técnicas.
“A gente coloca Minas em risco se fala de uma administração com a falta de condição de reflexão técnica em que Cleitinho acaba se colocando. Ele pode se cercar das melhores pessoas. No final, quem vai ter que enfrentar greve e manifestação é o governador do estado”, afirmou.
O Metrópoles Minas está fazendo uma série de entrevistas exclusivas com os concorrentes ao governo mineiro. Leia e assista às entrevistas com Alexandre Kalil (PDT); Flávio Roscoe (PL); Cleitinho Azevedo (Republicanos); Henrique Áreas (PCO); Gabriel Azevedo (MDB) e Indira Xavier (Unidade Popular).
Veja a íntegra do Metrópoles Entrevista com Mateus Simões, governador de Minas Gerais:
Simões também criticou as escolhas políticas feitas pelo adversário e citou integrantes do grupo que acompanha a candidatura do Republicanos. Sem apresentar nomes para uma futura equipe de governo, Cleitinho tem afirmado que pretende se cercar de pessoas qualificadas para administrar o estado.
“Se ele não tiver condição de tomar decisão ou entregar o governo para outra pessoa que não foi quem a gente votou, nós estamos em maus lençóis”, declarou Simões. “Ele sempre diz: ‘Vou me cercar de gente boa’. Estou esperando para ver essas pessoas.”
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O que mais Simões disse ao Metrópoles
- Chance de 2º turno: “Eu nunca vi uma campanha tão letárgica. A Quest dessa semana diz que 62% dos eleitores ainda não são capazes de dizer o nome de um candidato a governador […] acho que é menos uma questão da estratégia para ter os números e mais uma estratégia para capturar a atenção dos eleitores.”.
- Marcelo Aro: “Hoje vejo com tranquilidade ele ter saído [da aliança]. Acho que é menos um peso para a gente carregar.”
- Aro e Superman não embarcarem na campanha dele: “São decisões de oportunismo de ambos. Não estou chamando eles de oportunistas. Estou dizendo que são decisões de oportunismo.”
- Voto para o Senado: “Eu vou votar no Carlos Viana, obviamente. O meu segundo voto ainda não está firmado.”
- Erro do governo Zema: “Nós erramos muito no distanciamento que acabou se criando com os deputados no primeiro mandato.”
- Economia: “2027 é um ano muito difícil, independentemente do resultado eleitoral [no Brasil].”
- Reajuste dos policiais seguindo a inflação: “Mais do que isso, qualquer um que prometer está mentindo. Não há espaço orçamentário.”
- Câmeras corporais: “São muito úteis e importantes para o patrulhamento. Elas não devem ser utilizadas em operações.”
- Privatizações: “Gasmig precisa. Mas a Cemig hoje presta um bom serviço e não faz parte das minhas prioridades.”
- Rodovias federais e conversa com a União: “A gente faz a obra de duplicação das nossas cinco grandes rodovias e desconta na parcela seguinte [do Propag].”
- Mineração e terras raras: “Quem fizer o beneficiamento aqui não paga 1,65%. Quem não fizer vai ter que pagar.”

