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Simões atribui a Roscoe decisão de Zema de não divulgar incentivos fiscais

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Simões atribui a Roscoe decisão de Zema de não divulgar incentivos fiscais

Belo Horizonte – O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que é candidato à reeleição, afirmou que o ex-governador Romeu Zema (Novo) demorou a divulgar informações sobre incentivos fiscais concedidos pelo estado por um pedido de Flávio Roscoe (PL), então presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Hoje Roscoe é adversário de Simões.

“Eu tinha anunciado que abriria os dados antes, mas o governador Romeu Zema resolveu não fazê-lo a pedido de Flávio Roscoe, que, como presidente da Fiemg, entendia que isso poderia prejudicar as indústrias de Minas Gerais”, afirmou Simões em entrevista ao Metrópoles.

O governador disse que abriu os dados após assumir o cargo, em março deste ano, com a renúncia de Zema para disputar a Presidência da República. Segundo Simões, a decisão de tornar públicos os incentivos fiscais pode ter contribuído para o afastamento entre ele e Roscoe.

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Mateus Simões (PSD)
Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
Simões foi vice de Zema
Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
Metrópoles
Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
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Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição

Raphael Veleda/Metrópoles
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Simões foi vice de Zema

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Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
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Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição

Raphael Veleda/Metrópoles

“Quando eu assumo — talvez esse seja até um dos motivos desse estremecimento meu com o Flávio, que acabou gerando a candidatura dele —, resolvo divulgar. Eu acho que transparência é essencial para a gestão pública”, afirma Simões.

O Metrópoles Minas está fazendo uma série de entrevistas exclusivas com os concorrentes ao governo mineiro. Leia e assista às entrevistas com Alexandre Kalil (PDT); Flávio Roscoe (PL); Cleitinho Azevedo (Republicanos); Henrique Áreas (PCO); Gabriel Azevedo (MDB) e Indira Xavier (Unidade Popular).

Veja a íntegra do Metrópoles Entrevista com Mateus Simões, governador de Minas Gerais:

O governador rebateu o argumento de que a divulgação pode revelar a outros estados as condições oferecidas por Minas para atrair empresas. Para ele, porém, a transparência deve prevalecer, especialmente porque a reforma tributária prevê o fim gradual da guerra fiscal.

O candidato afirmou ainda ter encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto que permitiria ao próximo governador revogar regimes especiais considerados desnecessários. Segundo ele, a legislação atual impede que o Executivo encerre unilateralmente parte desses benefícios.

Apesar disso, Simões rejeitou uma retirada generalizada dos incentivos. Ele citou os polos farmacêutico de Montes Claros, logístico de Extrema e industrial de Pouso Alegre como exemplos de atividades estimuladas pela política tributária estadual.

“Eu tenho certeza de que há muitos que já não fazem sentido. A partir do ano que vem, se a lei for aprovada, a gente vai poder revogar esses benefícios. Mas vamos analisar um a um e decidir quais já não fazem sentido para Minas Gerais”, afirmou o candidato à reeleição.


O que mais Simões disse ao Metrópoles

  • Chance de 2º turno: “Eu nunca vi uma campanha tão letárgica. A Quest dessa semana diz que 62% dos eleitores ainda não são capazes de dizer o nome de um candidato a governador […] acho que é menos uma questão da estratégia para ter os números e mais uma estratégia para capturar a atenção dos eleitores.”.
  • Marcelo Aro: “Hoje vejo com tranquilidade ele ter saído [da aliança]. Acho que é menos um peso para a gente carregar.”
  • Aro e Superman não embarcarem na campanha dele: “São decisões de oportunismo de ambos. Não estou chamando eles de oportunistas. Estou dizendo que são decisões de oportunismo.”
  • Voto para o Senado: “Eu vou votar no Carlos Viana, obviamente. O meu segundo voto ainda não está firmado.”
  • Erro do governo Zema: “Nós erramos muito no distanciamento que acabou se criando com os deputados no primeiro mandato.”
  • Economia: “2027 é um ano muito difícil, independentemente do resultado eleitoral [no Brasil].”
  • Reajuste dos policiais seguindo a inflação: “Mais do que isso, qualquer um que prometer está mentindo. Não há espaço orçamentário.”
  • Câmeras corporais: “São muito úteis e importantes para o patrulhamento. Elas não devem ser utilizadas em operações.”
  • Privatizações: “Gasmig precisa. Mas a Cemig hoje presta um bom serviço e não faz parte das minhas prioridades.”
  • Rodovias federais e conversa com a União: “A gente faz a obra de duplicação das nossas cinco grandes rodovias e desconta na parcela seguinte [do Propag].”
  • Mineração e terras raras: “Quem fizer o beneficiamento aqui não paga 1,65%. Quem não fizer vai ter que pagar.”

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