A mulher que acusou Jay-Z de estupro voltou atrás nas alegações e afirmou, em uma nova declaração apresentada à Justiça, que nunca teve contato com o rapper. A mulher, que não teve o nome divulgado, também pediu desculpas a Jay-Z e à família dele e disse que não recebeu qualquer compensação financeira pela retratação.
Na declaração de 12 páginas apresentada à Corte Federal de Manhattan, a mulher afirmou que “não há verdade” em nenhuma das acusações contra Shawn “Jay-Z” Carter. Segundo ela, também tinha informado à então equipe jurídica sobre determinadas “condições de saúde mental” antes do nome do artista ser incluído publicamente no processo, em dezembro de 2024.






Cantor Jay-Z durante partida da Copa do Mundo
Steph Chambers - FIFA/FIFA via Getty Images)Jay-Z
Nicolò Campo/LightRocket via Getty ImagesJay-Z
Instagram/ReproduçãoJay-Z posa de óculos escuros e cara fechada
Instagram/Reprodução“Shawn ‘Jay-Z’ Carter nunca me estuprou. Eu nunca conheci nem falei com o Sr. Carter. O Sr. Carter jamais teve qualquer conduta inadequada comigo”, escreveu.
“Não há verdade em nenhuma das minhas alegações contra o Sr. Carter. Entendo que minhas falsas acusações causaram ao Sr. Carter imensa dor, sofrimento e danos que jamais poderão ser totalmente reparados”. Os trechos da declaração foram divulgados pela revista Rolling Stone.
Em comunicado, o novo advogado da mulher, James Blair Newman Jr., afirmou que ela foi vítima de agressão sexual, mas se enganou ao identificar Jay-Z como o responsável. “O Sr. Carter não a estuprou, não a agrediu sexualmente, não se envolveu em qualquer conduta inadequada em relação a ela, e ela nunca o conheceu. Ela se desculpa sincera e incondicionalmente com o Sr. Carter e sua família.”
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A declaração foi protocolada na quinta-feira (24/9), junto a um aviso de que o artista retiraria voluntariamente a mulher do processo que move contra o advogado Tony Buzbee e o escritório dele. O rapper acusa o então advogado de ter participado de uma tentativa de pressioná-lo por um acordo financeiro.
Entenda o caso
O caso teve início em outubro de 2024, quando a mulher processou Sean “Diddy” Combs e afirmou ter sido estuprada pelo rapper quando tinha 13 anos. Na ação, ela também relatava que uma celebridade masculina não identificada também participou da agressão. Em dezembro daquele ano, Jay-Z foi incluído como réu.
Na nova declaração, a mulher afirmou que entrou em contato com um escritório de advocacia após ver, em setembro ou outubro de 2024, um anúncio no Facebook que procurava pessoas com acusações de agressão sexual contra Diddy. Segundo ela, o anúncio despertou memórias de um estupro que teria sofrido aos 13 anos.
A autora do processo também afirmou que passou a duvidar das próprias alegações contra Jay-Z em janeiro de 2025. O processo movido por ela contra os dois foi posteriormente retirado, em 2025.

