Maior colégio eleitoral do país, São Paulo é palco de agendas dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da campanha. O objetivo é angariar votos para o primeiro turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro. Os dois aparecem tecnicamente empatados em pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (23/9) sobre as intenções de voto dos paulistas.
Nos próximos dias, Lula tem, pelo menos, duas agendas marcadas na capital paulista. Na sexta (25/9), o atual presidente viaja a São Paulo depois de participar de uma caminhada no Recife, em Pernambuco, com o candidato a governador João Campos (PSB). No município, ele tem um encontro com empresários, na parte da noite.
No dia seguinte, o petista tem outros dois compromissos na cidade, uma na zona leste e outra, na zona sul. Pela manhã, ele e o candidato a governador do estado Fernando Haddad (PT) convocaram apoiadores para uma concentração na Praça Kemuel Efraim Silva, em São Miguel Paulista. Durante a tarde, realizam um comício em local ainda não definido na zona sul de São Paulo.
Anteriormente, nesta semana, o vice-presidente e candidato à reeleição na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), também esteve na cidade para uma reunião com movimentos sociais no Espaço Cultural Elza Soares, no centro de São Paulo. Haddad também participou do encontro, bem como as candidatas ao Senado por SP Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e o presidente do PT, Edinho Silva.
Flávio Bolsonaro também cumpre agenda no Sudeste em uma tentativa de aumentar a diferença em relação ao adversário. Ele estará, na sexta-feira (25/9), no rodeio de Jaguariúna, no interior do estado, ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Dois dias antes, ele recebeu Tarcísio e também o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), para uma live no canal de sua campanha no YouTube. Durante a transmissão, foi convidado pelo atual governador para uma agenda conjunta na capital na próxima segunda-feira (28/9), que deverá incluir caminhada pelo Brás, ida ao Mercadão Municipal e ato na Praça do Triunfo, todos na região central.
No sábado seguinte (3/10), véspera da votação, Flávio ainda deve participar de uma motociata, em um dos últimos atos antes do primeiro turno. O trajeto ainda está em definição. O ato ocorrerá no último dia em que a legislação eleitoral permite caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico antes da eleição. Essas atividades podem ser realizadas até as 22h do sábado.
Quaest: Flávio sobe, mas segue empatado tecnicamente Lula em SP no 1º turno
Nova pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (23/9) aponta um cenário de crescimento dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de São Paulo, mas com o senador subindo mais pontos percentuais e mantendo a liderança no estado.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda lidera numericamente no maior colégio eleitoral do Brasil, onde tinha 31% das intenções de voto em 8 de setembro, quando a última pesquisa foi divulgada, mas agora aparece com 34 pontos percentuais.
O presidente Lula (PT) também subiu nas pesquisas com relação ao último levantamento da Quaest, saindo de 30% para 31%. Por conta da margem de erro, os dois candidatos aparecem empatados tecnicamente no 1° turno.
Em um eventual 2° turno, Flávio tem uma vantagem um pouco maior, somando 42% contra 36% de Lula. Vale relembrar que, neste recorte, apenas eleitores de São Paulo que foram consultados.
Entre os outros nomes, a nova pesquisa mostrou Augusto Cury (Avante): com 7% (eram 8%) Ronaldo Caiado (PSD): com 4% (eram 4%) Renan Santos (Missão): com 3% (eram 2%) Romeu Zema (Novo): com 1% (era 1%). Indecisos: 11% (eram 12%). Em branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 10%).
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A pesquisa foi realizada entre 19 e 22 de setembro com 1.800 eleitores de 16 anos ou mais no estado de São Paulo e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código SP-00959/2026.
O levantamento tem margem de erro de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%, que é o quanto se espera que a amostra utilizada represente fielmente a população.

