O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (25/9) para pedir a derrubada de publicações feitas pelo PT e quatro candidatos do partido que o acusam de ser contra o reajuste do Bolsa Família.
O post, publicado em conjunto com Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Macaé Evaristo e Felipe Camarão, diz que Flávio atacou o reajuste e que os adversários do PT querem “a volta da fila do osso”. Na legenda, aparece a frase: “Enquanto isso, pra família Bolsonaro tem BOLSA MASTER. Denuncie”.
Os advogados de Flávio Bolsonaro defendem que ele não se manifestou contra o aumento do benefício. Segundo eles, o senador apenas questionou a legalidade do reajuste às vésperas da eleição e prometeu mantê-lo se fosse eleito. “Nada disso foi informado ao eleitor”, escreveram.
Flávio pediu a retirada imediata da postagem, a proibição de republicá-la e a preservação dos registros pelo Instagram. Também quer que o PT e os quatro candidatos sejam multados. O presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques, será o relator do caso.
O governo Lula anunciou, na última quinta (17/9), um aumento de cerca de 15% no Bolsa Família. O piso passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.
Segundo o Planalto, os pagamentos com os novos valores começarão em 19 de outubro, depois do primeiro turno e antes de um eventual segundo turno. Mais de 19 milhões de famílias devem ser beneficiadas.
A gestão petista afirma que a correção apenas recompõe a inflação acumulada desde 2023. Naquele ano, Lula manteve no Bolsa Família o piso de R$ 600 que vinha sendo pago pelo Auxílio Brasil no fim do governo Bolsonaro.
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A campanha de Flávio Bolsonaro chegou a avaliar ir ao TSE contra a concessão do reajuste durante o período eleitoral. A equipe do senador desistiu, porém, por receio de prejudicar o desempenho de Flávio entre os eleitores de menor renda.
Na ação apresentada nesta sexta, Flávio Bolsonaro também contesta a associação com o Banco Master.
“O resultado é a transmissão ao eleitorado de mensagem factual falsa de que o representante [Flávio] seria contrário ao reajuste do Bolsa Família e pretenderia retirar das famílias mais pobres o benefício, reconduzindo-as à fome, enquanto sua própria família seria destinatária de vantagens oriundas de instituição financeira investigada”, diz o documento.

