Belo Horizonte – Faltando nove dias para o primeiro turno das eleições, o partido Novo de Minas Gerais enfrenta tensões internas em diferentes frentes. O candidato a deputado federal Alexandre de Godoi e sua esposa, a candidata a deputada estadual Taty Féry, acusam o presidente do diretório estadual, Christopher Laguna, de não cumprir com suas promessas em relação a recursos.
Além deles, o candidato ao Senado e ex-comentarista da Jovem Pan Marco Antônio, o Superman, acusou a direção da legenda de “ameaçá-lo” e dando a entender que sua campanha poderia ser inviabilizada. O que foi veementemente negado pela sigla.
Godoi afirma que Laguna havia se comprometido a disponibilizar cerca de R$ 300 mil para sua campanha e dobrar o valor que fosse arrecadado na “vaquinha” pelos postulantes. O candidato afirma que está abandonado pela legenda e que corre o risco de dar calote na equipe de campanha.
Leia também
Laguna afirmou, ao Metrópoles, que apesar da possibilidade de dobrar os valores obtidos com doações, o tema acabou não sendo levado a frente pela legenda e pontuou que, mesmo assim, ele recebeu R$ 70 mil do fundo especial.
“A gente não colocou isso no papel, não foi adiante porque não viu necessidade. Isso foi bem antes da campanha, mas, mesmo assim, se ele teve R$ 33 mil de vaquinha, ele recebeu R$ 80 mil”, afirmou.
O presidente do Novo pontuou que os outros valores seriam repassados aos candidatos deputados federais para que eles aportassem nos que disputavam uma vaga de deputado estadual, uma forma de garantir as dobradinhas entre os candidatos.
Sobre alguns candidatos estarem recebendo valores mais volumosos, como o vereador de Belo Horizonte Bráulio Lara, que recebeu R$ 474,5 mil; ex-secretária de Cultura de Minas, Bárbara Botega, R$ 237 mil; o vereador de Ipatinga, Hermínio Bernardo, R$ 172,5 mil; Caio Coimbra, R$ 155, Laguna destacou que estão há mais tempo na legenda.
Já em relação a Marco Antônio, o presidente do Novo mineiro alegou que o partido só vem cobrando que o acordo para lançar a candidatura seja cumprido e reforçou que todos os filiados estão trabalhando para que o candidato seja eleito ao Senado.
Segundo o dirigente, para lançar a candidatura do paulista à Casa Alta do Legislativo Brasileiro foi acertado com Superman apoio a Romeu Zema (Novo) na disputa presidencial; a Mateus Simões (PSD) que busca a reeleição ao cargo de governador e apoio a deputados federais.
“Nós estamos cumprindo o que a gente acordo com ele, que teria candidatura ao Senado. Se ele vier a ganhar, tem que ficar em Minas os oito anos, acordamos que ele ficaria no Novo, acordamos que teríamos muito pouco dinheiro para a campanha”, afirmou o presidente.
Questionado se o candidato não está cumprindo sua parte, o presidente responder com “se você achar um pedido de voto ao Zema, você me manda, porque eu não tenho não”.
O presidente do Novo, que já havia criticado o apoio a nomes vindos de partidos que não fazem parte da coalizão da qual ele faz parte, apontou que não vê problema em uma aliança com outros nomes, como do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), mas que gostaria de sinalizações a outros correligionários.
“Podia estar do lado do Nikolas, não tem nenhum problema com o Nikolas ou com o PL. Temos candidatos no estado inteiro rodando. Poderia estar abraçando os caras junto com o Nikolas, junto com o Flávio (Roscoe), com o Domingos Sávio, sem problema nenhum”, afirmou.

