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Cobrado por ala bolsonarista, Nikolas tenta fortalecer Flávio em Minas

Radar Olhar Aguçado(há 40 minutos)
Cobrado por ala bolsonarista, Nikolas tenta fortalecer Flávio em Minas

Belo Horizonte — O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) faz campanha em Minas Gerais nesta quinta-feira (24/9) e terá um dos principais nomes da direita mineira e nacional sob observação dentro do próprio bolsonarismo.

Nikolas Ferreira (PL-MG) acompanhará Flávio em Governador Valadares e Teófilo Otoni enquanto aliados de Flávio mais ligados ao bolsonarismo raiz, próximos ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), questionam até publicamente o grau de empenho do mineiro na campanha.

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Flávio Bolsonaro participa de ato no Ceará e fala em "libertar o Supremo"
Nikolas toma ovada durante ato de campanha
Nikolas Ferreira (PL-MG)
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Nikolas Ferreira em campanha
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Flávio Bolsonaro participa de ato no Ceará e fala em "libertar o Supremo"
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Flávio Bolsonaro participa de ato no Ceará e fala em "libertar o Supremo"

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Nikolas toma ovada durante ato de campanha
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Nikolas Ferreira (PL-MG)
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Nikolas Ferreira (PL-MG)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Essa tensão entre o bolsonarismo e Nikolas vem permeando a campanha. As críticas mais fortes vêm de nomes que atuam no exterior, como o próprio Eduardo nos Estados Unidos, ao lado do jornalista Paulo Figueiredo. Da Austrália, o influenciador Kim Paim costuma acusar o deputado mineiro de fazer “corpo mole” e não ajudar Flávio com toda a sua influência, além de supostamente dar palco a críticos do bolsonarismo.


Por que a agenda em Minas importa

  • Estado decisivo: Lula venceu Jair Bolsonaro em Minas por apenas 40.650 votos em 2022
  • Território bolsonarista: em Governador Valadares, Bolsonaro recebeu 62,81% dos votos válidos no segundo turno de 2022, contra 37,19% de Lula;
  • Cidade dividida: em Teófilo Otoni, Lula venceu por somente 269 votos — 50,18% a 49,82%. A escolha das duas cidades permite a Flávio mobilizar uma base consolidada e disputar um eleitorado equilibrado;
  • Puxador de votos: Nikolas foi o deputado federal mais votado do país em 2022, com 1.492.047 votos, e é tratado pelo PL como peça central para mobilizar a direita mineira;
  • Desafio estadual: Flávio Roscoe tenta converter a popularidade de Flávio e Nikolas em votos para sua candidatura ao governo, mas disputa o eleitorado de direita com Cleitinho, líder das pesquisas;
  • Dois testes na mesma viagem: para o presidenciável, a missão é impedir o avanço de Lula em Minas; para Nikolas, a agenda ajuda a demonstrar publicamente envolvimento na campanha em meio às cobranças internas.

Nikolas não costuma responder aos críticos e tem participado da campanha de Flávio nas ocasiões em que ele vem a Minas, além de promover o candidato a presidente nas redes sociais e em seu material de campanha.

Nas agendas desta quinta, Nikolas busca fortalecer a campanha de Flávio incluindo o presidenciável em seus “bloquinhos”, que têm reunido bastante gente nas cidades mineiras. A ideia é dar a Flávio imagens de rua lotada, boas para usar na campanha.

Empate técnico com Lula

A agenda em Minas ocorre em um momento de pressão para Flávio. A pesquisa Quaest mais recente, divulgada na quarta (23/9), mostrou o senador tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores mineiros em um eventual segundo turno, mas registrou crescimento do petista. Em um estado decisivo para a eleição presidencial, o bolsonarista volta ao interior para tentar preservar sua força e impedir uma virada.

Nesta quinta, Nikolas estará com Flávio e com o candidato do partido ao governo de Minas, Flávio Roscoe, em compromissos nos vales do Rio Doce e do Mucuri. A presença do deputado interessa especialmente a Roscoe, que tenta crescer na reta final e transformar a popularidade dos dois bolsonaristas em votos para sua candidatura.

Na Quaest de quarta, Roscoe apareceu em 5º lugar, com 5% das intenções de voto, e subiu em relação à pesquisa anterior, quando tinha 3%. O senador Cleitinho (Republicanos) lidera, com 37%, seguido por Patrus Ananias (PT), que tem 16%; Alexandre Kalil (PDT), que tem 8%; e por Mateus Simões (PSD), que tem 7%.

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