A defesa de Ana Hickmann se pronunciou nesta quarta-feira (23/9) após o anúncio do leilão de um dos apartamentos dela e do ex-marido, Alexandre Correa, avaliado em R$ 5,2 milhões. Em nota ao Metrópoles, a equipe afirma que a assinatura da apresentadora teria sido falsificada para assinar o contrato “supostamente firmado” que motiva a ação judicial, consequência de uma dívida de mais de R$ 11 milhões.
“Diante disso, o corpo jurídico da empresária contesta a validade do documento e destinação dos valores relacionados ao contrato”, afirma a defesa. “Para esclarecimento dos fatos, a defesa já solicitou e teve deferida a realização de perícia grafotécnica, que ocorrerá em breve”, acrescenta.







Ana Hickmann
Foto: Leo FariaBloqueios por dívida empresarial: caso Ana Hickmann acende alerta
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Reprodução/InstagramEla apresenta o Hoje em Dia, da Record TV
ReproduçãoAlexandre e Ana Hickmann
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“O referido contrato está sob investigação perante o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e, inclusive, o representante legal da empresa Informação com Ênfase – Ice Propaganda Ltda já prestou esclarecimentos iniciais”, acrescenta a equipe jurídica de Ana Hickmann.
“Diante disso, o corpo jurídico da empresária contesta a validade do documento e destinação dos valores relacionados ao contrato, uma vez que não há comprovação de que os recursos tenham sido vertidos em favor da Hickmann Serviços.”
Vale lembrar que, em agosto deste ano, a Justiça de São Paulo reconheceu em uma outra ação a qual a apresentadora responde que dela de fato havia sido falsificada. Na ocasião, o objeto de análise era um contrato de R$ 1,05 milhão com o Banco do Brasil.
Perícia grafotécina
Em ambos os casos, a estratégia da equipe jurídica de Ana Hickmann é apresentar à Justiça uma períficia grafotécina para contestar que a apresentadora tenha assumidos às dívidas. O documento consiste em um laudo produzido a partir da análise de um especialista que avalia características da escrita para identificar se uma assinatura é autêntica ou falsa.
Para o caso em questão, o leilão do apartamento de R$ 5,2 milhões, o pedido da realização da perícia grafotécnica já teria sido aceito pela Justiça que, segundo a defesa, “ocorrerá em breve”. “Exames dessa natureza já identificaram falsificações de assinaturas da empresária em documentos relacionados a instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Safra, conforme consta em processos judiciais. E, quanto a esse ponto, já há em trâmite processo cível e criminal para comprovar a autoria.”
“Importante acrescentar, ainda, que o referido leilão está com os seus efeitos parcialmente suspensos, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e que, em outro recurso, as partes discutem o real valor da avaliação, já que entendem pela subavaliação. No que se refere aos valores apontados, serão definidos ao final do julgamento da defesa da empresa, por meio de perícia contábil, se necessário for”, completa a nota.

