Em completa subversão do seu papel constitucional, o STF é, hoje, o maior agente de instabilidade político-institucional.
Desde que foi instaurado o teratológico inquérito das fake news, a mais alta instância do Judiciário se tornou um Leviatã que estende a sua sombra ameaçadora sobre os demais poderes da República e sobre todos os aspectos da vida nacional, cerceando a ação partidária legítima e o livre pensamento quando eles não são da sua conveniência.
Sem quaisquer limites impostos pela lei e pela honra, ministros passaram a se querer donos do poder, de um poder absoluto que os corrompe absolutamente tanto do ponto de vista moral, como material.
Não há que esperar de um monstro que elimine a sua monstruosidade, e a nação pôde constatar esse truísmo na sessão da qual Alexandre de Moraes deveria ter saído na condição de ministro investigado e afastado das suas funções.
Como é impossível que o STF promova a autolimpeza necessária para que volte ao seu leito de promotor de paz social, é o Senado que precisará executar o saneamento, tal como lhe confere a Constituição.
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Tão importante quanto a eleição presidencial será, portanto, o pleito para a Câmara Alta do Legislativo.
É urgente eleger senadores comprometidos em levar adiante o impeachment de ministros do STF, em livrar o tribunal dos seus elementos perniciosos. Não como vingança pessoal ou política qualquer, mas como ato de salvamento da República. Para que a tarefa seja cumprida, Davi Alcolumbre não pode permanecer na presidência do Senado. Cúmplice do atual estado de coisas, o seu lugar é a lata de lixo da História.
Não existe democracia na qual existem cidadãos que se comportam como se estivessem acima da lei e que, investidos de deveres constitucionais, violam a própria Constituição para satisfazer os seus apetites mais baixos, deixando a sociedade em anomia.
É preciso resgatar a República do abraço mortal do Leviatã. A eleição para o Senado é o único caminho.

