O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou, nesta segunda-feira (21/9), a decisão de emissoras de TV norte-americanas de suspender a cobertura conjunta de seus eventos após a Casa Branca barrar jornalistas da CNN, Politico e MS NOW.
Durante coletiva ao lado do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, Trump afirmou que não estava preocupado com o chamado boicote da imprensa e voltou a criticar os veículos que, segundo ele, fazem uma cobertura negativa de seu governo.
“É interessante porque eles disseram que iriam me boicotar, mas nunca me boicotaram. Então, eu não estava muito preocupado com isso. Olhem toda essa imprensa”, disse.
Na sequência, o presidente afirmou que a decisão de restringir o acesso de determinados veículos à Casa Branca ocorreu porque, na avaliação dele, a imprensa também teria obrigações a cumprir.
Trump passou então a citar ações de seu governo que, segundo ele, deveriam receber cobertura positiva. O presidente declarou ter vencido a eleição por uma “vitória esmagadora” e afirmou ter “resolvido oito guerras”.
Ele ainda criticou a cobertura da imprensa sobre conflitos internacionais. Para o republicano, mesmo quando seu governo atua em questões de segurança, os veículos não reconhecem os resultados que ele atribui à administração.
“Você pensaria que um veículo de comunicação escreveria de forma, pelo menos, razoavelmente positiva, mas nunca”, afirmou.




Donald Trump e Zohran Mamdani reunidos na Casa Branca
Andrew Harnik/Getty ImagesJornalistas são barrados de entrar na Casa Branca após ordem de Trump
Molly Riley/Casa BrancaDonald Trump e Zohran Mamdani reunidos na Casa Branca
Andrew Harnik/Getty ImagesEmissoras suspendem cobertura
- A declaração ocorreu no mesmo dia em que grandes redes de televisão dos Estados Unidos suspenderam a cobertura conjunta dos eventos presidenciais.
- ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC anunciaram a suspensão da cobertura conjunta dos eventos de Trump após a Casa Branca barrar jornalistas da CNN, Politico e MS NOW.
- Em comunicado, as emissoras defenderam o acesso da imprensa ao governo e afirmaram que nenhuma administração deve restringir veículos por discordar de suas reportagens.
- Nesta segunda-feira (21/9), CNN, Politico e MS NOW também processaram Trump e integrantes de seu governo, pedindo a restauração do acesso à Casa Branca e alegando violação à Primeira Emenda.
Ataques à CNN e à MS NOW
O republicano voltou a classificar a CNN como “fake news” e também criticou a MS NOW, rede que anteriormente utilizava a marca MSNBC. “Se você olhar para a CNN, é fake news”, disse.
Sobre a MS NOW, Trump afirmou que sequer sabia “o que é” o veículo e associou a antiga sigla MSNBC ao Partido Democrata. Ele também acusou os veículos de produzirem uma cobertura “tendenciosa”.
Na avaliação do presidente, os meios de comunicação deveriam ser “justos” na cobertura de seu governo. Trump afirmou ainda que considera ter a obrigação de impedir o acesso de veículos que classifica como produtores de “fake news” a locais que considera importantes.
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Mamdani defende presença da imprensa
Em contrapartida, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que havia informado a Trump que jornalistas de diferentes veículos estariam presentes na Gracie Mansion para acompanhar o encontro.
“Eu disse ao presidente que teríamos todos os membros da imprensa aqui no gramado, e isso é algo em que acredito — que todos, independentemente da opinião ou da crítica, devem dialogar”, afirmou Mamdani.

